quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O Fim

Foi há quase um ano que me “arrastaram” para dentro de um lugar cibernético onde nós, eu e mais duas moças, podíamos expressar-nos escrevendo. Bah! Fizemos mais do que isso: ensinámos e aprendemos. Por vezes cometemos os memos erros duas vezes, por vezes nem sequer errámos.

Oh, belo do blog, se não fosses tu eu nunca teria escrito coisas tão belas como os textos Alfa & Ómega, por exemplo, nunca teria criado aquela ode à Escuridão, nunca teria sido capaz de dizer o quanto adoro as minhas amigas e amigos, nunca teria sequer sabido o que era viver durante alguns minutos um amor celestial, pelo menos enquanto o escrevia!

Vou ter muitas saudades de vir cá, semana após semana, deitar para fora desta cabeça doida algumas das histórias mais impossíveis que podem algum dia ser escritas, chorar muitas lágrimas de dor, inveja, desejo, ambição, esperança, amor, enfim, qualquer das emoções que o que escrevemos me faziam viver.

Mas foi há quase um ano que esta porta foi aberta e pude descobrir em mim alguém que consegue usar as palavras e torna-las em algo mais e, com ela, despertar emoções tão variadas nos outros. Que saudades…

Que saudades da época que vivi e que me marcou tanto e que está tão bem gravada neste espaço de sonhos. Todo e qualquer momento que me deu inspiração está aqui gravado, toda e qualquer paixão que tive aqui está igualmente, todas e quaisquer ruas que percorri aqui estão descritas, todos e quaisquer sonhos que tive aqui estão imortalizados. Metáforas…espero um dia, mais tarde, me recordar da origem de todas elas.

Uma nova fase vai começar, mas atiro-me a ela com as memórias do passado aplicando as lições que aprendi e, quiçá, levando comigo muitos sentimentos mistificados nas linhas desde sítio.

A saudade custa, todavia é com ela que sabemos quem realmente fomos, e somos.

Poderia dizer muito mais, poderia reescrever o blog inteiro e, mesmo assim, não conseguir expressar bem o quanto ele significou e me marcou, porém, e para terminar, digo que tenho uma grande fé no futuro e que, quando ela vacilar, aqui virei reviver o ano mais crucial da minha vida, até agora, e, assim, relembrar todas as pessoas que amei e todas as emoções que experimentei, enfim, tudo o que vivi.

Encerrando um baú preciosíssimo, engolindo a chave, saindo de casa e pondo, de novo, a minha alma das mãos do acaso, esperando que, tal como aqui vim parar, ele me leve aos braços dos meu futuro, lhe digo:

Adeus,
agora que cresci já não preciso de usar fraldas.

Fim de blogue


Senti-te. Reconheci o aroma da tua boca. Fechei os olhos e imaginei que me beijavas ternamente como sempre fazias, como um simples beijo de bom dia, boa tarde, boa noite, olá, adeus, até manhã. E eu apoiava a mão direita no teu peito para te alcançar com naturalidade.

“Quanto o vento lhes bate na cara recordam quem são e o seu passado.”

Podemos ser pessoas diferentes no momento presente mas não há nenhuma droga que nos faça esquecer o passado. Talvez porque sejamos feitos de experiencias. E sem passado não somos ninguém. As marcas deixadas pelas cicatrizes e rugas contam uma história, a nossa. Lamento mas na realidade não existem resets, poderá simplesmente existir o perdão e a mudança.

“O tempo estava a escassear... Olharam para trás e para se animarem... recordaram o momento em que se conheceram. Os corações destas estavam novamente esperançados.”

Servirás para sempre como um retorno à época do secundário, as dúvidas constantes, as paixões, as amizades e toda a influência da sociedade, arte, cultura, ciência e conhecimento. As emoções que nos trazes são variadíssimas, desde a risota ao choro, ensinaste-nos a procurar no fundo do baú quem somos. Através de uma lupa descobrimos perspectivas diferentes de opinião. Juntaste as nossas palavras e com correntes solidificamos uma irmandade.
Quero deixar-te assim num ponto da minha vida vitorioso, as guerras foram vencidas. Muitas mais virão, mas adquiri aqui uma maior preparação para todas as batalhas. Os caminhos modificam-se, mas os meus pés continuam os mesmos, pequenos e iguais como sempre, mas com mais milhas palmilhadas.

“Ainda não sabes quem sou, nem para onde vou, com que sonho, o que faço enquanto acordada e a razão por que te escrevo. Dialogo contigo através das teclas e imagino um mundo em meu redor, construo personagens de papel que voam de dia para dia. Uns dias escrevo-te como narrador participante, outros como espectador. Tenho várias ideias, religiões, paixões e por vezes, posso ser contraditória.Pronuncio e falo contigo porque, neste momento da minha vida, preciso alargar os objectivos e encantos e ir de encontro com a verdade, ou seja, saber quem sou.Tentei esclarecer a minha personalidade e gostos, mas acho que compliquei mais que clarifiquei. Mas quem é que tem a certeza das coisas? Uns mais que outros, mas as dúvidas… estão lá sempre, mascaradas ou não.”

Olá, sou a Lua.E tu como te chamas, Criança Caracol?

Ora, nunca sei estas respostas... Mas cálculo que o segredo é deixar a velha história em paz, aceitarmos o passado, ou então virarmos uma nova página e por momentos esquecer o que vem no nosso historial médico.
Junte um pouco de farinha, pozinhos mágicos e inicie uma nova história.
Por agora, tenha fé em algo, ou em si. E acredite que tem o controlo da situação. E ora... Deite-se que provavelmente... O seu mal será sono.


«E se eu não puder ver?»«Então aí usa o coração e imagina.»

Mil e um textos…
A maior verdade:

São como as ondas tranquilas que produzem aquele som que me acalma e relaxa.Nós somos uma irmandade, ninguém fica para trás, ninguém chora sozinha, ninguém ri sozinha.

Guardarás-me para sempre a fralda do secundário.