sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Imaginei que todas as feridas tivessem um remendo, que todas as doenças tivessem cura.


Mais uma vez, pensei que era capaz de mudar o mundo e fazer uma máquina do tempo.

Mais uma vez, sonhei demais.


A vida é como uma peça de teatro, nunca dizemos a mesma fala mais que uma vez, o nosso olhar nunca é o mesmo. Há dias em que estamos mais dentro da personagem. Há dias que temos x gesto, y engano.

E não podemos voltar a trás, porque o que vai lá vai.


Mas por vezes as escolhas que fazemos é porque têm de ser feitas. Temos necessidade das fazermos para estarmos bem conosco mesmo.

E não pensamos nos efeitos a longo prazo.


É como certos golos, em que a bola tem uma tragetória diferente da esperada.


Estou farta deste tema do tempo. O tempo é assim feito de presentes. Não podemos pensar em passados nem em futuros porque não sabemos o que vai acontecer.


Por vezes as coisas correm tão bem, que começamos a ter fé.

Mas vem uma avalanche e tudo muda.


It's life.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Não fui...sou!

Não fui feita para me focar num ponto apenas, mas em tudo à minha volta.
Não fui feita para ser especialista, mas sim para ser generalista.
Não fui feita para me concentrar, mas sim para me distrair.
Não fui feita para acertar, mas sim para errar na hora H.
Não fui feita para dar e receber, mas sim para dar sem receber.
Não fui feita para ser valorizada, mas sim para ser criticada.
Não fui feita para aliviar a dor, mas sim para sofrer a dor dos outros.
Não fui feita para aprender com os meus erros, mas sim com os dos outros.
Não fui feita para ser perfeita, mas sim imperfeita em cada aspecto.
Não fui feita para estar rodeada pelo mundo, mas sim pela solidão.
Não fui feita para apreciar a alegria do Sol, mas sim a melancolia da neve.
Não fui feita para caminhar à Luz, mas sim para observar a Escuridão.
Não fui feita para ser bela, mas sim para ser bestial.
Não fui feita para ser constante, mas sim para ser uma incógnita.
Não fui feita para ser decifrável, mas sim para ser transparente.
Não fui feita para amar alguém, mas sim para amar os mais próximos.

Fui feita para ter a certeza que aqueles eu considero verdadeiramente sabem disso.
Esses...são a única constante da minha alma, a eles digo Sempre.
Fui feita para ter defeitos, virtudes e um misto das duas.
Fui feita para a ciência das artes e das letras.
Fui feita opra ser eu, para ser assim.
Sou eu!

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Pieces Don't Fit Anymore


Ficaram a sós por momentos. Ele não falou.
(...)

-"Porquê que não podemos voltar no tempo?"
-"Porque é isso mesmo, tens de viver tudo, porque não podes voltar para trás."

No final do dia só queremos... sentir que o dever foi comprido.
Sabemos que nem tudo seguiu no nosso plano. Mas estamos conscientes que foi um bom dia.
Por vezes sentimo-nos fracos. Sentimos que estamos por um fio.

No final do dia só queremos planear o próximo.
Um copo de leite morno e um episódio da série preferida.

No final do dia só queremos que alguém nos leve ao colo.
Que nos aconchege e conte uma estória encantada.

No final do dia queremos um beijo de boa noite e...
"Eu acredito que vais conseguir."

No final do dia só queremos adormecer sem lágrimas...
Respirar e sonhar com um sol de verão e um prado. No qual estou deitada. Com um olho em ti e outro no céu.

No final do dia, nós só queremos sorrir, agarrados ao urso de pelúcia e sem medo do escuro.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Os meus caracóis


O tempo fica frio e os meus caracóis voam.

Eles não sabem o que os esperam.

Eles apenas querem correr o mundo.

Eles querem uma nova aventura.

Eles definitivamente não querem ficar parados.

Eles querem determinação e força e muito volume.


O que eles não querem é ver a vida a passar.

Era uma vez...


Desde pequena que achava que devia mudar o mundo.
Desde pequena que não acreditava no pai natal, mas as prendas davam-me a volta.
Desde pequena que acreditava em super-heróis e que eu era um deles.
Desde pequena que lutava contra tudo e todos.
Desde pequena que me sentia uma power-ranger.
Desde pequena que me via fora do normal.
Desde pequena que tinham de gramar com as minhas músicas e teatrinhos.
Desde pequena que me achava uma espertalhona.
Desde pequena que contava a minha estória no comboio.
Desde pequena que fazia bluff com os meus pais.
Desde pequena que achava que tinha razão.
Desde pequena que tenho um feitozinho difícil.

A verdade é que a diferença na minha altura não foi muito notória.
A verdade é que nem sempre sou a pequena que antes era.

Mas quando o sol decide dar o seu raiozinho a bater na minha cachola.


Eu fico eléctrica e volto a ser pequena.

E todos voltam a gramar comigo.

Todos os dias me armo em espertalhona.
Todos os dias há asneiras para fazer.
Todos os santos dias eu sou pequena.

Porque eu sou do tamanho da minha determinação e do não tamanho do que vejo.

Desde pequena que sonho com estórias de encantar.

De pobres e ricos e floribellas.

What a wonderfull world...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O natal

Confesso que não sou fanática pelo natal.

A árvore de natal, vai-se fazendo. Não há data para que esta seja feita. Nem tempo. Não começo a escolher os presentes de natal. O natal não é preparado, é como alguma coisa que vai vindo e à última é que se compram os ingredientes e presentes.

Quando era pequenina gostava da época natalícia pelos presentes, pelas listas de presentes que nos incutiam na escola.




Hoje o natal cheira-me à minha aldeia.
Cheira-me às iguarias que as tias confeccionam.
Sente-se pelo frio.
Sente-se pela neve na nossa janela.
Sente-se pela pronuncia tão típica.

O natal é sinónimo de minha aldeia.

O natal acontece lá. O natal mora lá. O natal é o convívio da minha família, é as grandes reuniões familiares.
As cantorias que se fazem desde o mais pequeno ao mais velhinho.
Recebem-se prendas e estas têm outro significado.

Sentados à lareira até tarde a ouvir às estórias que outros tempos nos têm para contar. Toda aquela fantasia e diversão.

Feliz Natal, porque este é sempre que eu regresso à minha aldeia.
Eu estou lá sempre.
Sonhando.
Magicando.

sábado, 24 de novembro de 2007

Just my rules.


E se eu te dissesse que te amo?


E se eu te contasse todos os meus segredos?


E se eu te dissesse que tomei uma má decisão?


E se eu te dissesse que apesar de tudo quero continuar na minha, sem compromissos?


E se eu quebrasse as regras?


Não.


A vida é cheia de ses e de incertezas.

A vida é para os mais corajosos.

E de coragem pouco tenho.

Dizem que o medo é a consciencia que algo maior existe.


No final do dia só queremos estar perto de alguém.


Escolhemos essa pessoa.


No final do dia até a invasão pessoal sabe bem.


Mais um sábado na companhia de um virus causador de gripe. Oh joy!


Eu posso ser verde, posso ser qualquer coisa mas porquê que este virús não vai dar uma volta?

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

You walk beside me!



Tanto tempo que passou até finalmete ter conseguido conquistar o teu coração.


Não me esforcei, simplesmente fomos conhecendo as nossas complicações e gostos em comum, foste começando a gostar de mim.


Mais tarde, chega a minha vez de reconhecer que, apesar de evitar expressar sentimentos reprimidos, tenho que admitir que fazes parte da minha alma.


Tens que a partilhar com mais pessoas, felizmente que assim é.


Todavia, cada um tem a sua forma única de me amar e de ser amado por mim.


Tu tens a tua! E serás para sempre aquela pessoa, não outra.


Terás para sempre em mim uma conotação, não outra.


Lembrar-me-ei de ti sempre com um sentimento, não outro.


Atrair a tua atenção não foi dificil.


No entanto, foi dificil veres o que eu valia e como poderia, também eu, fazer-te bem e ajudar-te a encarar o dia e as nossas paixões em comum com um sorriso confiante.


Mas, finalmente, no meio da monotonia dos dias, a oportunidade surgiu e acabámos por fortalecer os laços que já tinhamos.


Tinhamos, temos, teremos.


Estranhas-me?


Talvez, nunca pensaste que podia gostar assim tanto de ti, não era?


Ainda bem que assim é, gosto de permanecer no mistério.


Contudo, por vezes, para nos sentirmos bem a demonstrar o quando gostamos de alguma pessoa, temos que passar por provações.


A minha provação foi pessoal: as minhas inseguranças.


Todavia, a vida ensinou-me que devemos retribuir aquilo que nos dão.


E, da melhor forma, te retribuo com a minha amizade incondicional, meu amigo.


Nunca pretendi desmotivar-te, trair-te, ou o que quer que seja de mau.


Apenas tive que aprender a viver! (And I'm Still "Learning To Live"... =D )


Graças a momentos especiais e coisas que apenas nós compreendemos, foste, ao longo do tempo, ganhando o teu lugar na minha alma.


Lamento a má impressão inicial, mas alegras-me quando sei que em relação a mim apenas desejas subir!


E eu desejo o mesmo, tal como agradeço a pessoa que tens sido comigo e que muitas vezes negligenciei.


Sei que não sou perfeita e só me ensinas mais a cada dia que passa.


Lidas com as minhas frustrações como mais ninguém lida.


Sabes delas como mais ninguém sabe.


És meu amigo como mais ninguém, cada um à sua maneira.
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Obrigado por me mostrares a nova melodia que preenche a minha alma, profundamente.


Obrigado por teres os teus defeitos, mas seres assim e me fazeres gostar aínda mais de ti.


Obrigado por, mesmo esquecendo o nosso acordo, não me privares Deles.


Obrigado por seres meu amigo e me compreenderes e partilhares a minha dor e frustrações.


Obrigador por seres quem és.


Tás lá em cima, não duvides.
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Para: O Grande


=)
Noah: Queres sair comigo?
Allie: O quê? Não.
Noah: Não...?
Allie: Não.
Noah: Porquê?
Allie: Porque não.
Noah: Bem, então não me deixas outra saída.
Allie:AHHHH
Noah: Vou perguntar mais uma vez. Queres sair comigo? Eu sinto a minha mão a escorregar.
Allie: Okay, pronto, eu saio contigo.
Noah: Não, não me faças favores.
Allie: Não, eu não estou a fazer-te um favor.
Noah: Di-lo.
Allie: Eu quero sair contigo.
Noah: Outra vez...
Allie: EU QUERO SAIR CONTIGO!
Noah: Okay, nós vamos sair.

Assim começa uma grande história de amor que emocionou três mundos, o meu, o nosso e o vosso.




quinta-feira, 22 de novembro de 2007

No cimo do meu outeiro

Do cimo de um outeiro.

Eu vejo o meu mundo a girar.

Visualizo todas cores do arco-íris.

Sinto as gotinhas da chuva na minha pele.

Sei de cor quantas cores constituem o pôr-do-sol.

Oiço a melodia que o cuco emite.

A minha aldeia é o meu palco.

Nela retrato toda a minha verdadeira e ingénua personagem.

Danço na neve.

Sonho com o sol a entrar pela minha janela.

Oiço as histórias que a terra tem para me contar.

Sinto-me grande.

Respiro o ar e sinto-me. Sinto-me sem porquês. Sinto-me.

Não penso.

Este meio protege-me de tudo, de todas as possíveis subidas e caídas.

Apenas o meu olhar flutua, ondula e fixa a linha da vida.

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O Inverno enche-me de saudades

O frio torna-me emotiva.

A tua saudade aperta.

Estas mudanças despedaçam-me.

Cada um leva um pouco de mim.

Feita de pessoas, de momentos, de olhares, de paisagens, de magia.

Sou vocês. Sou vida. Sou.


Foto tirada em Espanha.

Viajas no meu imaginário.

Vences todos os inimigos.

Vinculas-te a mim.

Vences.



Porque é natural!

Uma Lua gira à volta de um planeta.
Um planeta gira à volta de um Sol.
Um sol gira em torno de si próprio no meio de um sistema solar.
Um sistema solar movimenta-se em conjunto com um braço de uma galáxia.
Uma galáxia afasta-se das suas companheiras de enxame.
Um enxame vagueia pelo Cosmos em movimento constantemente acelerado.
Um movimento constanbtemente acelerado poderá vencer a força de atracção gravitacional.
Uma força de atracção gravitacioal poderá romper-se e original a distorção.
Uma distorção resultará em...silêncio.


Silêncio...Porquê?
Porque é natural!
É assim que irá acontecer?
Talvez, mas porquê?
Porque é natural!
Para quê pensar nisso?
Porque é natural!
Porque magoa tanto saber a verdade das coisas ou simplesmente imaginá-las?
Porque é natural!


Porque é que é natural?
Porque é natural...

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

O azul



Olhei o azul do céu.

Fechei um olho e comecei a imaginar, mas sempre com um olho no céu.


Imaginei o meu futuro.

Imaginei-me num imaginário.

Não pensei, apenas fechei um olho e sonhei.

Ouvi um som distante de um piano.

Deixei-me ficar estendida na erva.

Com um olho no sonho e outro no céu.

Eras tu! Cantavas-me ao ouvido a nossa melodia.

E eu sorria...

No sonho ou no céu, eu quero-te para sempre.

Eu pensava que o amor, era como a vida, feito de escolhas.

Eu tinha a certeza que tinha o futuro nas minhas mãos.

Até que o destino ganhou...

-Eu sinto a tua falta.

-Eu am... Não posso!

Eu espero-te com olhos postos em ti. Eu espero-te em segredo.

Eu tomo as minhas escolhas, mas sempre com um olho no sonho.

Aguardo por ti sem sofrimento.

Hoje sou feliz.

Acredito que desta vez o destino não levará a melhor.


As palavras soltam-se. As palavras voam. As palavras sonham.

Apenas saem assim de mim, sem eu saber o porquê.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007


Estrelas cintilam no céu azul escuro. Este vai puxando a sua tonalidade para o negro da noite.

A minha inspiração voa à medida que me vou lembrando dos momentos em que estamos juntos.

Contudo, há sempre sombras à volta...


Há uma sombra linda à minha volta, não me larga, vai e volta, envolve-me permanentemente.

Gosto dela. Gosto tanto dela. Estou tão atraída por ela que não renuncio a ela por nada.

A memória do seu portador é uma luz que me guia pelo meio da loucura.

Loucura esta saudável que me seduz com a sua calma e subtileza.

Oh, como adoro a forma como esta sombra de movimenta através das espirais da minha alma.

É tão envolvente a forma como caminha, como se entrelaça em mim, tão desejável, tão quente.

E a calma doce com que me dirige a sua sedutora voz, esta sombra contagia-me com a sua atitute calma e suave...
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Quem sou?

Mais uma sombra que te atormenta os pensamentos.

Alguém que te trai quando te abraça, te diz tudo e nada.

Aquela que queres ter ao lado, mas que simplsmente não podes tocar.

Os finos grãos de cinza que passam por entre os teus dedos quando os tentas capturar.

Não sou tua, sou daquela sombra que é minha também.
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As estrelas voltam a piscar. Vejo um planeta alaranjado ao fundo, próximo de Órion.

Órion, meu guerreiro. Aquela sombra em ti personifico meus desejos.

Mal posso esperar para escrever mais linhas acerca daquele portador de tal sombra.

Hum, o portador da sombra...

No fundo, a sombra não é mais que sombra.

O seu portador, sim, é o preenchimento da minha loucura, serenidade, insanidade e euforia.
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Abraça-me e diz-me que tudo correu bem.

Aquece-me com o teu beijo suave.

Acaricia-me com o teu toque meigo.

Acalma-me com a tua voz melódica.

Ama-me com a tua alma sedutora.


Eu cá, farei a minha parte...

Desesperada? Eu? Não!


O frio chegou.
As mãos frias e geladas chegaram.
Sempre pensei que com o tempo ficasses mais dócil.
A vida é como uma peça de teatro, nada volta a ser igual.
E eu que nem uma tonta, estou aqui num banco de jardim à espera que ela volte para trás.
Ai ai ai.
Sempre com as mesmas merdas.
Ó mãe quando é que tu me envias um sinal?
Uns pozinhos a dizerem "o tal"!
Se é que esse existe!
Envia-me para outro. I need fresh blood!
Até já pensei escrever uma carta ao pai natal:

Querido Pai Natal,

Este natal não me portei bem.
Andei a tocar às campainhas das portas.
A telefonar para casa das pessoas dizendo que o conjuge do portador do telefone tinha uma amante.
Mas sabes Pai Natal, este Natal eu mereço um brinquedo novo. Desta vez, quero O brinquedo.
Bem aparecido, estatura média, com um corpinho danone e com uma sabedoria. Já agora gostava de um sr. futuro médico ou ligado às medicinas. Não, não é para brincar aos médicos!

Da tua sempre,

...

Resposta do Pai Natal: Get a life!

O sr. Pai Natal já responde em inglês?
Anyway.
Tenho mesmo de arranjar uma vida.
Vou à rua, preciso de sangue fresco!

(Isto postou? OH My FGood!)

Uma pequena amostra desta Maria.

domingo, 18 de novembro de 2007

It's just life

Quando sentires que tiveste um mau dia.
Espera pela noite.
Saí.
Saí de ti.
Sente o cheiro da noite.
Respira a aragem.
Mira o céu brilhante.
Se quiseres chorar.
Chora.
Mas lembra-te que aquelas "outras" duas também o estão a fazer.
Apesar da distância estamos juntas a olhar o céu.
Estaremos sempre.
Chega de lágrimas.
Esboça um sorriso.
Lembra-te de todas as aventuras.
Lembra-te de todos carinhos.
As lágrimas estão enxutas.
Já viste como o céu também já teve tantos cruzamentos de estrelas?
Outras desapareceram.
Outras nasceram.
It's just life.
Volta a ti.
Volta a sentir quem és.
Porque quando vamos a baixo e voltamos.
Conhecemos o nosso verdadeiro eu.
Abraça-me quando a noite for fria.
O céu sempre nos unirá.
E amanhã um belo sol irradiará a nossa amizade.

Apesar de não ter estado contigo. O tempo para mim não chega. Eu sei que foste vitoriosa como sempre és. Numa próxima vez eu estarei lá. Eu gritarei o teu nome nas ruas.

Desta vez apenas olhei o céu.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Just my dream


Espanha, 19 de Janeiro de 2010

Hoje posso afirmar que foi um dos melhores aniversários que já tive. O meu vigésimo aniversário! Tive o prazer de estar com os meus amigos que estão a morar em Portugal. Trouxeram tudo o que uma portuguesa num país estrangeiro pode sentir falta. Desde os meus doces preferidos às prendas e o mais importante o convívio. Convivi assim, com um bocadinho de mim que se encontra a mais de 600km.


Por vezes, quando estou nas aulas da faculdade, lembro-me dos momentos de liceu que passei com eles. A chegada à escola sempre em grupo, as conversas durante os intervalos e até os segredos nas aulas de biologia. Mas a vida é mesmo assim, um mundo de escolhas e de caminhos diferentes. Eu tive de escolher o meu. Deixar tudo para trás e quase começar uma vida nova num novo país. Vim à procura do meu sonho. E quando se trata de sonhos, não podemos deixar de lado a possibilidade de os agarrar.

Contudo sempre que nasce um novo dia, eu tento imaginar o que estaria a fazer em Portugal. Sinto saudades dos conselhos sábios e da comidinha maravilhosa da mamã. E o meu pai que tanta falta me faz! Nunca dizia que não quando eu lhe propunha mais uma aventura. Viver longe das pessoas que mais gostamos é muito difícil. Por outro lado, se não tivesse agarrado a minha oportunidade seria uma frustrada, sem objectivos e com pouca vontade de dar aos outros o que melhor tenho de mim.


Apesar das saudades, viver em Espanha não é mau de todo! É certo que o curso exige muito estudo, muito estofo e principalmente muita coragem. Hoje tive mais uma aula de anatomia humana. Voltámos a dissecar corpos. Por vezes, ponho-me a pensar na história daqueles cadáveres, de quem seriam. Qual a sua história? Serei eu digna de tocar e mexer num corpo que foi de alguém? Tantas vezes que me ponho a imaginar a história da vida daquele pedaço de gente. Histórias de amor como as de Romeu e Julieta. Romântica como sempre. Os anos passam por mim e eu continuo aquela devoradora de livros de romances.

Mas hoje a única coisa em que consigo pensar é na visita dos meus amigos. Senti que apesar de não constar na vida de cada um, eles ainda me reservam um lugar cativo. Contam-me todas as vitórias com os olhos a brilhar. Chegam sorridentes, a vida corre-lhes bem. Fazem sucesso na faculdade em que estudam. Fazem planos para o fim-de-semana, nos quais só daqui a anos, eu poderei marcar presença. E também é certo que contam todos os segundos até eu voltar. E todos planeamos um futuro juntos. Todos sabemos que a vida dá cambalhotas e que num futuro próximo tudo mudará outra vez. Mas estamos cientes que somos nós que mandamos na vida e não é ela que manda em nós.


Mais um dia de anos. Eles não se esqueceram. Eles nunca se esquecem.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Uma Carta.....



Lisboa, 16 de Setembro de 2016


Querida Cláudia,
Espero que quando receberes esta carta esteja tudo bem contigo. Desde o meu casamento que não nos vemos e quase não falamos, já vão fazer dez meses, o que para nós é muito tempo. Sei que andas muita atarefada com os estudos, por isso é que te estou a escrever esta carta.
Temos imensas coisas para falar, para recordar pois vinte anos de amizade não podem ser deixados ao acaso. Não sei se já reparaste, mas faz hoje 20 anos que nos conhecemos, foi no primeiro dia de escola da primária.
Já passamos por tanto, eu casei, tu conheces-te o Francisco, a Sara gravou o seu primeiro disco. Sabias, o Rodrigo, o meu marido, tem uma proposta para ir jogar num clube estrangeiro, como ainda não temos filhos, provavelmente deve aceitar. No outro dia, estive com a Sara e ela disse-me que conheceu um homem muito interessante, é engenheiro. Fico muito contente de todas estarmos felizes com tudo o que nos está a acontecer, o que me deixa triste é não estarmos juntas, mas em breve estarás cá e temos de fazer um daqueles convívios, para conhecermos as pessoas com iremos partilhar o resto das nossas vidas. Antes de me casar estive a arrumar muitas das minhas lembranças para levar comigo e, não sabes o que encontrei aquele pequeno fantoche que fizemos juntas e muitas daqueles postais que demos umas às outras.
Não vou aborrecer-te mais sei que tens coisas para fazer, mas quero uma resposta o mais rápido possível, mas espero que a tua volta a Portugal esteja para mais breve ainda.


Um beijo cheio de saudade
Anita




P.S.: Já tenho o meu próprio jardim de infância “As Guarda-Fraldas”, em homenagem a nós.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Pegadas na Areia


Sonhei que estava caminhando na praia juntamente com Deus.

E revi, espelhado no céu,

todos os dias da minha vida passada.

E em cada dia vivido, apareciam na areia,

duas pegadas: as minhas e as d`Ele.

No entanto, de quando em quando,

vi que havia apenas as minhas pegadas,

e isso precisamente nos dias

mais difíceis da minha vida.

Então perguntei a Deus:

"Senhor, eu quis viver contigo,

e tui prometeste ficar sempre comigo~.

Porque me deixaste sozinho,

logo nos momentos mais difíceis?"

Ao que Ele respondeu:´

"Meu filho, sabes que Eu te amo

e que nunca te abandonei.

Os dias em que viste

só umas pegadas na areia

são precisamente aqueles

em que Eu te levei nos meus braços."



Autor desconhecido


terça-feira, 13 de novembro de 2007

Parabéns!

Ouvindo: Dream by Priscilla



Era uma vez...

Uma gotinha de água, um sol sorridente e um olhinho verde que contrastava com uma melódica e forte voz.

A gotinha de água reflecte sempre o meu sorriso. Faz com que me supere. E por vezes, solte a lágrima de felicidade.

O sol quentinho e sorridente alumia-me um caminho que com ele traçarei, é nele que reside a minha esperança.

O olhinho verde é aquele me mostra que o dia ainda não acabou e que haverá para sempre sextas-feiras.

A voz forte, meiguinha e melódica dá-me a serenidade, dá-me o sonho embrulhado num chocolate. E é tão bom que alguém nos cante ao ouvido...



Tens sido das melhores coisas que me aconteceu.

A nossa irmandade não tem limites nem obstáculos.

Era uma vez uma gotinha de água, um sol sorridente, um olhinho verde que contrastava com uma melódica e forte voz que completou hoje uma dezena e sete anos de vida, de luta e de muita felicidade.

Sê feliz e que nunca desistas de ser quem tu és, o nosso orgulho.

Porque eu hoje sonhei que os anos tinham passado por nós e que nós estavamos iguais...irmãs!

segunda-feira, 12 de novembro de 2007



Olho à minha volta...
Nada vejo além de solidão e perdição.
Tudo o que era já não sou,
Está na hora de encontrar salvação.
Desejo a tua mente...
Apenas vejo imaginação e loucura.
Tudo o que era já não sou,
É tempo de carecer da tua ternura.
Fazes-me sentir perfeita...
Só quero a protecção do teu abraço.
Tudo o que era já não sou,
É esta a altura de criar mais um laço.

Canta comigo a nossa linda e pura melodia,
Entra no meu mundo e oferece-me a tua alma,
Transforma com o teu encanto a noite em dia.
Tudo o que eras já não és e eu sem ti nada sou...
Embala-me na eternidade da tua doce calma,
Revela e apaga meu passado e quem me amou.

because we need a happy ending

Há finais do dia em que há certas coisas que não podes fazer, mas que podes falar sobre elas.
Há também aqueles dias em que não queres ouvir o que te têm para dizer, mas também há aqueles em que falas porque o silêncio é insuportável.
Muitas das palavras que dizemos são mais que meras palavras, reflectem a tua personalidade.
Há outras coisas em que mentes por que não se pode dizer o contrário.
E pelo contrário há segredos e confissões que aguardas para ti.
Contudo, o mais importante há certas coisas que falam por elas próprias.
Hoje a minha muralha ficou sem um pedaço.
Hoje não me apetece falar.
Hoje, hoje vou apenas fitar o céu e perguntar: "E se eu for a luta? Eu consigo?"

Ninguem o saberá.

domingo, 11 de novembro de 2007

It is all over.

Estou presa a ti que nem um prisioneiro numa cela.

A minha vida estagnou, estou a andar para trás. Mas parece que me cortaram os travões.

Preciso de cortar o cordão umbilical.

Preciso de como tu seguir a minha vida.

Voltar a ser aquela mulher segura e admirada.

Nem a dormir tenho descanso, pois tu entras em todos os meus sonhos.

Ora me prendo mais a ti, ora começo a chorar.

Cá está a minha síndrome de abandonar o barco e depois voltar.

It’s all over!

Preciso de saber andar nestes sapatos novos, difíceis e de salto alto, manter o equilíbrio e como alguém me diz para a frente é que é caminho.


It’s all over!


Virámos costas e tu continuaste na tua direcção, curaste-te mais depressa que eu. E até hoje continuava com a sensação de estar parada a olhar para ti enquanto saías e entravas para outro mundo.

Agora está no tempo dela virar costas e seguir, direita e sem cair.

It’s all over!

E o meu sonho é voltar a sonhar sem ti.

Sonhar com o meu futuro risonho.

Num outro país onde me lembre que fui feliz.

Lembrar-me-ei que te amei, que te amei, no passado.

sábado, 10 de novembro de 2007

Porque Me Pergunto?...



As lágrimas tendem a acumular-se silenciosamente enquanto vagueio.


Os pensamentos vão fluindo enquanto te olho e me oiço entre devaneios.


Quem me dera poder nunca errar na hora H e estar sempre de é enquanto os outros caem.


Mas é sempre tão dificil aguentar no meio das ruínas.


Apenas a tua imagem me põe um sorriso na cara quando estou a cair no precipicio do meu próprio desespero.


Tens magia, uma magia que me acalma e me faz querer ser melhor: ser como tu.


Porque me pergunto se estou de acordo com a tua sinfonia quando a minha é tão única?


Porque quero saber se sorris ante a minha lembrança?


Porque tenho que satisfazer esta necessidade que é agradar-te o mais possível?





As lágrimas estão já tão acumuladas nos meus olhos profundos e tristes.


Queria tanto poder expulsá-las, bani-las, dizer-lhes Adeus para sempre!


Mas não posso enquanto estiver aqui, aqui ao pé de ti.


Mas poderei quando estiver na solidão do meu quarto tão escuro.


Nessa altura poderei expressar o profundo do meu ser e confessar às paredes a minha frustração.


Porque me pergunto a causa de falhar sempre que tenho que dar o meu melhor?


Porque quero estar sempre apta a não te decepcionar?


Porque tenho esta necessidade de extinguir toda e qualquer dúvida exaustivamente?





As lágrimas pulsam e correm pela minha face até caírem no chão, sós.


Gosto tanto de mim, por vezes.


Detesto-me tanto, por vezes.


Porque tenho que pensar se doi tanto saber a verdade das coisas?


Porque não posso viver numa doce ignorância onde um lindo anjo me guia o caminho?


Porque estou eufórica e de repente as razões somem tal como surgiram?


Quero tanto o teu toque meigo no meu cabelo.


Quero tanto a tua voz suave no meu ouvido.


Quero tanto o teu ombro forte para me apoiar e desafiar o mundo.





A tua imagem, os meus problemas.


A tua voz, as minhas frustrações.


O teu toque, o meu desespero.


Desejo tanto não erras quando tenho que te provar que sou melhor do que era ontem...


Mas acabo por provar que sou sempre pior do que serei amanhã...


Portanto, nunca aquilo que deveria ser...


Erros, lágrimas acumulando.se até juntos formarem um novelo complexo na minha mente.


Novelo que nunca mais encontra fim...


E nele penso a todo o momento.


E por ele meu coração bate tão acelerado.





Porque me pergunto se me ajudarias mais uma vez, me acalmarias mais uma vez e me guiarias mais uma vez?


Porque sei que o farias.


Sei que o farás.



Fazes.


" I hope you don't mind that I put down in words


How wonderful life is now you're in the world! "

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Just like a star

Por vezes, o sonho transforma-se no nosso maior pesadelo. E repetimos vezes e vezes que a realidade é bem melhor. Convencemo-nos que o melhor, que podíamos ter feito era não ter sonhado. Mas, os mais determinados, agarram-se ao sonho ou tentam encontrar um novo.Desejamos encontrar-nos, contra tudo e todos e até a fé resiste.E se algum de nós tiver sorte, irá se a perceber que na vida o verdadeiro sonho é ser capaz de voltar a sonhar.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Uma quente brisa levou uma pequena doce bolha de sabão ao sabor do vento.


A pequena voou até se cansar, até fechar os olhos e sonhar.



Sentiu o cheiro do mar, saboreou a frescura da maresia e saltou entre as núvens como uma criança que salta as predras da calçada.



E quando um afiado obstáculo lhe apareceu esta desfez-se em pequenas particulas que formou o ceu.



Por isso, quando alguém mira o ceu, este se apaixona!

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Carta ao amor


Tic-tac, tic-tac e o meu relógio marcava o tempo.

Eu continuava igual desde a minha última queda, vazia e sem ti.

Por vezes acho que sonho demais contigo, que tento encontrar-te em alguém que não existe, faço filmes, escrevo as histórias no meu imaginario e até sinto o teu toque na minha pele.

Noutros dias deixas-me inerente sem vontade de te sentir, apenas com vontade de ouvir o meu relógio.

São alguns os candidatos que desfilam, mas eu não te encontro talvez por seres irreal.

Acho que ultimamente és apenas um pretexto de prazer, uma maneira de arrajar dinheiro...

Sobre ti sei muito pouco.

E sobre mim ainda menos...


Dr. George O'Malley: What's your problem?



Dr. Isobel 'Izzie' Stevens: My problem is you. You're my penis fish.



Dr. George O'Malley: Your what?



Dr. Isobel 'Izzie' Stevens: You've crawled in, and latched on. And now I can't move, or talk, or think, or even pee without the nagging feeling that something is eating through my organs.



Dr. George O'Malley: You don't even have a penis! How am I the fish?



Grey's Anatomy



O amor é assim um "peixe-pénis".




Rosa, por amor matarás!


Olá, o meu nome é...não interessa.

E estou no manicómio.

Neste momento olho pela janela e lembro-me que tenho um mundo lá fora à minha espera. Talvez não à minha espera, mas pronto para sofrer com a minha liberdade.

Odeio estas janelas cheias de pó que quase nunca ninguém limpa. Porém, a sujidade não está acumulada o suficiente para me privar da paisagem irónica do jardim.

O jardim, onde andam aquele malucos todos a olhar pasmados e a babar-se pelos cantos. Uns tentam escapar, outros arrancam flores, alguns querem matar-se, e muitos andam cá por andar.

Eu, no fundo, tive sorte. Vim cá parar porque me deram como louca e incapaz. Agora percebo que é preferivel ser maluca do que morrer na prisão. Aquelas prisões onde vai parar a escumalha toda da sociedade. Não que eu não seja escumalha, mas sempre ganhei alguns aninhos de limpeza e pés quentes.

Nove anos são volvidos e cá estou eu mais uma manhã a olhar lá para fora. Não anseio a altura de sair daqui, mas sinto saudades de andar pelas ruas e ser olhada de lado. Tenho saudades de ver as mães a afastar as criancinhas da minha beira. Tenho saudades de quando aqueles tipos podres de bebedos se metiam comigo e viravam a próxima esquina com uma navalha nas entranhas.

Mas agora que penso nos males que fiz creio que a soma de todos eles não estão nem perto do horror do que me atirou para isto.

Estava tudo planeado, tudo meditado ao pornemor.

Naquele dia, estava com tanta raiva que a única coisa que via à frente era o teu sangue e a única coisa que sentia era o teu perfume revolvendo na minha roupa sempre que me mexia.

Queria tanto chegar lá, abrir a porta e encontrar-te em flagrante. Mas o que me movia era a oportonidade de me responderes a uma pergunta apenas. Porquê?

Era estranho, era horrivel e era como que uma paga por tudo de mal que fizera até àquele dia. Contudo doía tanto. Só me perguntava: Porquê? Porque é que depois de me salvares do submundo que eu era, simplesmente trais a minha alma entregando-te a outra?

Oh como eu te amo tanto pah! Nem sabes como foi belo teres-me feito esquecer da minha sede por gargantas cortadas e ruas sangrentas. Mas fizeste-o, tiveste esse poder não sei como.

Mas nunca me amaste, apenas me salvaste. No entanto, nao me preparaste para o novo mundo que me mostravas e foste embora entregar-te à tua verdadeira paixão.

Desististe da luta, deixaste-me só, mas tudo o que fizeste perdoei.

Sim, perdoei quando vos apanhei aos dois amando-vos no lugar onde me salvaras um dia. O teu sangue não correra, mas sim o dela que era o teu no fim de contas. Aínda bem para mim, pois se não me tivesse controlado provavelmente teria cortado o meu próprio coração ao magoar-te.

Olhando pela janela sei que merecia ter ficado por ali. A pobre mulher morreu por amar cegamente e sem dar pelo meu mal tentanto enfeitiçar o seu amado. E ele cá ficou, sofrendo como eu sofri, e odiando o meu ser para todo o sempre, sem nunca ter tentado compreender a minha própria razão de matar.

Não sei onde andas, querido. Espero que sejas feliz, pois eu sou. Amo-te na mesma. Ela já não. Será que a amas aínda? A mim sei que não, nunca o fizeste...

Hoje sei quem fui, quam sou e quem serei. Nada mais do que uma louca no corpo de mulher adulta. Ah, o meu nome é Rosa. Rosa, com muitos espinhos, obrigado.

Amanhã vou sair disto. Amanhã vou encontrar-te.

Amanhã o nosso sangue será derramado.

Amanhã...

domingo, 4 de novembro de 2007

! Roleta

A bola gira e ninguém sabe em que número a bola irá parar.

A probabilidade de ela parar em algum dos números é 1 no número total dos números da roleta.

Eu apostei no 13.


Aposto sempre no 13.

Desta vez saiu-me a sorte grande.

Tirei a rifa certa com o número certo no momento exacto.

Isto é, no meio de tanta aposta lá estava aquele adversário que me fica com o dinheiro todo dos jogos mas, desta vez, quem ganhou fui eu.

E ganhei muito mais do que dinheiro ou fama.

Desta vez ganhei-te a atenção.

Viraste-te para mim e afirmas que já me observavas há uns dias.

Disseste que torcias sempre pelo 11 e que só queria aconselhar-me a mudar de estratégia.

Parvo! - pensei eu.

Ganhar é uma sorte.

Contudo, como que tivesses adivinhado o que eu pensei, saiste-te com uma gira.

Hoje é dia 11. Eu apostei no 11 e ganhei. - disseste tu.

Fazendo-me de parva, como sempre faço, peço-te para te explicares.

Ganhei-te a atenção, hoje dia 11. Aposto no 11, mas não na roleta do jogo. Aposto no 11 da roleta da vida! - disseste tu.

Gostei da metáfora, confesso que sim.

E nisto comecei a sentir-me bem na nossa conversa de enigmas.

Ensinaste-me a apostar dia após dia num número apenas.

O número dos nossos objectivos.

E eu ensinei-te a sorte do destino.

Não quis forçar nada, simplesmente apostei no dia de hoje em como te ia ganhar a atenção. E cá estamos! - e sorris, hipnotizas-me do nada.

Mas nem nos conhecemos. Como apostaste assim em mim..? - Queria tanto saber o que ele pretendia, será que..?

Apostei em ti! Lá está, apostei em ti no dia de hoje! - e voltas a deixar-me atónita.

Não te percebo...será que alguma vez irei perceber? - pergunto.

Hum, pensas em futuro, sendo assim. Aínda bem. Vou já preparar a minha aposta no futuro. No nosso futuro! - levantas-te, sais e eu fico a olhar-te até te perder de vista.


Às vezes podemos não perceber pequenos enigmas que nos atropelam todos os dias.

No entanto, se tivermos tempo para lhes dar uma pequena conversa, talvez encontremos algo belo.

Como é bom alguém chegar-se do nada e atirar ao ar uma cambada de metáforas sofre ti e tu não percebes!

Ficas a pensar no momento, mas depois esqueces.


Quando te voltei a encontrar, achei-te demais e sabia que te tinha apanhado de surpresa!

Que coincidencia, pensava em ti... - estavas timido, lindo.

Pois é, eu também pensei...quando apostei em nós no dia de hoje.


E todos os dias aposto que na próxima esquina nos vamos cruzar.

E vamos voltar a entrelaçar-nos nas nossas metáforas.

E juntos iremos apostar a sorte, dia após dia.

O circo de feras


O mundo é inexplicavelmente um puzzle que nunca se completa.

Um puzzle em que as peças estão em constante mutação.

Todos os dias temos novos encaixes e por vezes certos encaixes são até impossíveis.

Não sei o que chamar a isto se crescimento ou desistência.

Seremos nós jogos incompletos?

Seremos nós fruto do destino?

Será que iremos encontrar as peças que nos completam a tempo de estas não mudarem?

A vida é um globo de peças que gira em muitos sentidos e cada um tem os seu, cada um tem a sua maneira, a sua visão, o seu olfacto e o seu toque.

Eu vou comprar cola-tudo e colar as minhas peças preferidas a mim...

Eu vou correr atrás da minha parte que me falta.

E se o meu plano A não correr bem?

Sempre temos o plano B!

Sempre juntas as 3 peças iraõ completar o puzzle de cada uma.

Irão demonstrar que a vida é um circo de feras, mas que juntas vamos dominar o animal que há no mundo!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Valerá a pena voar?

Apenas por um pequeno segundo,
Valeu a pena voar!
Elevar a alma a uma visão superior,
Valeu a pena voar!
Sentir o vento cortante do mundo,
Valeu a pena voar!
Trazer comigo a recordação de amor,
Valeu a pena voar!
Caminhante sou por entre a cinzenta bruma,
Vale a pena voar!

Em terra espero a altura de partir e explorar ,
Vale a pena voar!
Anseio a hora de cair no mar negro de espuma,
Vale a pena voar!
Meu pensamento enche-se de cor e vontade de amar,
Vale a pena voar!

Se levasse comigo a marca do teu toque meigo nos meus lábios,
Valeria a pena voar!
Se te encontrasse na linha da costa esperando a desejada união,
Valeira a pena voar!
Se o meu espírito te acompanhasse o ademirar dos desenhos vários,
Valeria a pena voar!
Se voassemos sei que iriamos mais alto que qualquer outra emoção,
Valeira a pena voar!
Valerá a pena voar?
Se puder amar.
Se te puder amar...
Valerá a pena voar!