Oh, belo do blog, se não fosses tu eu nunca teria escrito coisas tão belas como os textos Alfa & Ómega, por exemplo, nunca teria criado aquela ode à Escuridão, nunca teria sido capaz de dizer o quanto adoro as minhas amigas e amigos, nunca teria sequer sabido o que era viver durante alguns minutos um amor celestial, pelo menos enquanto o escrevia!
Vou ter muitas saudades de vir cá, semana após semana, deitar para fora desta cabeça doida algumas das histórias mais impossíveis que podem algum dia ser escritas, chorar muitas lágrimas de dor, inveja, desejo, ambição, esperança, amor, enfim, qualquer das emoções que o que escrevemos me faziam viver.
Mas foi há quase um ano que esta porta foi aberta e pude descobrir em mim alguém que consegue usar as palavras e torna-las em algo mais e, com ela, despertar emoções tão variadas nos outros. Que saudades…
Que saudades da época que vivi e que me marcou tanto e que está tão bem gravada neste espaço de sonhos. Todo e qualquer momento que me deu inspiração está aqui gravado, toda e qualquer paixão que tive aqui está igualmente, todas e quaisquer ruas que percorri aqui estão descritas, todos e quaisquer sonhos que tive aqui estão imortalizados. Metáforas…espero um dia, mais tarde, me recordar da origem de todas elas.
Uma nova fase vai começar, mas atiro-me a ela com as memórias do passado aplicando as lições que aprendi e, quiçá, levando comigo muitos sentimentos mistificados nas linhas desde sítio.
A saudade custa, todavia é com ela que sabemos quem realmente fomos, e somos.
Poderia dizer muito mais, poderia reescrever o blog inteiro e, mesmo assim, não conseguir expressar bem o quanto ele significou e me marcou, porém, e para terminar, digo que tenho uma grande fé no futuro e que, quando ela vacilar, aqui virei reviver o ano mais crucial da minha vida, até agora, e, assim, relembrar todas as pessoas que amei e todas as emoções que experimentei, enfim, tudo o que vivi.
Encerrando um baú preciosíssimo, engolindo a chave, saindo de casa e pondo, de novo, a minha alma das mãos do acaso, esperando que, tal como aqui vim parar, ele me leve aos braços dos meu futuro, lhe digo:
Adeus,
