sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Conscience Transcendency

Segue a tua vida, não olhes para trás.
Acima de tudo tenta não te arrepender de nada!
O que é a Consciência!?
Do I have Consciousness?
No.
É isso mesmo que leste, acredita.
Não me arrependo de nada, nem do que fiz mal, nem do que fiz bem.
Tudo o que me aconteceu levou-me até ao Hoje.
Como estaria eu se algo tivesse ocorrido de forma diferente?
God Damn It! Evil Bless It!
Não importa, simplesmente.
Arrepender-me, não arrependo.
Mas lamentar, isso lamento.
E o que lamento eu?
Ora, o tempo que tive que perder para meter o comboio na linha certa!
Gostava que o mundo pudesse viver através dos meus olhos e das minhas palavras.
Tu não me entendes, eles não me entendem, ninguém me compreende.
Minhas acções,
Meu pensamentos.
Nada na consciência pesa,
Tudo na Alma se grava.
Ajo conforme o impluso,
Penso cem vezes antes de agir.
Contraditório?
Impulsos transcendentes!
Ninguém sabe o que é ser Eu.
Eu não sei o que é ser Ninguém.

Rabiscos de ti...

No meu caderno florido e cheiroso rabisco a última página, faço-o há muito.
Esboço o teu nome, como sempre o faço em pensamentos. Mas segundos depois, risco uma cruz em cima de tal pedaço de grafite tua.
Sinto uma vontade louca de rasgar esta página, de apagar todos textos em que me referi a ti.
Mas se eu o fizer o que será de mim?
O que será das minhas recordações? Porque nós somos feitos de experiências, de boas e más. Magoarme-ia mais se voltasse a cair. E é por isso que te guardo secretamente para não cair. Não há borracha que neste momento te apague. E o que será de mim? Uma louca de passados. Uma peça perdida no tempo?

Esquisito saber que queremos uma coisa, mas que também por outro lado está incorrecto quer-la. Nesses momentos em que me proíbo de ti, um sentimento de irreverência cresce em mim, e pular a cerca é tão desafiante.

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Aguardo no nosso jardim, que já não é nosso, agora é apenas esquisito, que sem crer me esqueça de ti, dos teus beijos, da tua voz e do teu amor.

Observo-te e faço-me de forte, ris-te e olhas-me como se me quisesses e o que faço?

Digo que tudo isto é imaginação, ou um pesadelo.

Daqueles que vêm sem voltar.

 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Contra correntes, portas

Fecho a porta. Mas é preciso fazer força nesta para que não se abra. Ora o cançaso ora o desânimo fazem com que as minhas forças se vão abaixo. Se tudo num momento se encontra sólido, noutros porém, parece preso por clipes. Continuo com todas as forças que me restam a fazer força na porta para que não se mostre nem um feixo de luz.

Desistir não está nos nossos dicionários, planos, livros e canetas.

Mesmo que lutemos contra nós até os extremos. Serei doida? Não apenas faço o melhor para mim, evoluo, caminho, corro e não deixo que o outro mundo nem o meu se misturem.

A verdade é que tenho saudades do teu toque nos meus cabelos e corpo. Os teus super beijos. As minhas gargalhadas sonoras. Aquele sorriso estúpido.

Por baixo desta luta só quero que o tempo ande para trás. Impossível, ninguém pode mexer no tempo. Se tu soubesses o quanto gostava de o fazer, até ficavas assustado. E no meu livro ninguém escreveu que um dia o saberás. Nem no olhar, no sorriso, no falar fingido, tu poderás ter a noção desta grande guerra. Nunca to contarei, nunca te contaram. A minha vida é segredo do qual não abdico, assim tento mante-la diferente, mesmo que seja mais dificil. Nunca saberás que o que afinal te contei nunca foi verdade. Nunca saberás que quando queria um não, queria um sim. Engano-te, engano-me, talvez porque não gosto de começar mas, apenas terminar e colocar o ponto final na questão.

Apenas tenho medo que com tanta determinação perca a minha personalidade. Nunca serei fria e escura? Já o serei?

Deixo este sol radioso e magestoso entrar na minha vida, há por aí tantas portas para abrir.

Neste momento só me preocupo com aguentar-me contra a corrente.

Falta pouco.

É a Hora!

Um dia terei liberdade para respirar o ar puro e partir à partilha da minha personalidade, sem moldes nem determinações excessivas.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Farewell

Desculpa,

Eu vou indo.
Preciso de fugir.
Continuar o caminho.
Não paro ou olho para trás.
Ultrapasso todos os obstáculos.
Não descarrilo a carruagem da razão.
Sigo por entre os seus trilhos bem definidos.
Tremo exponencialmente enquanto a solidão vem.
Vivo de um sonho, um objectivo e nada me vai desanimar.

Posso seguir um caminho rectilíneo aos zing-zags?

Vento, me leva para longe da minha terra,
Controi a minha casa à beira do mar,
Não me deixa voltar a sonhar,
Memórias fundo enterra,
Mostra-me a vida,
É tão cruel.

Adeus.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Ilha, ilhota

Peguei no leme da minha vida.
A corrente estava forte e as ondas batiam no meu batel. O barulho que fazias, ó mar, deixava-me petrificada.
Contra tudo, as forças remam contra a maré. As pás decididas giram e levam-me para longe da tempestade.
Os meus pergaminhos ficaram molhados e a tinta desbutou. O que tinha escrito já me esqueçi. As minhas memórias foram apagadas.
Assim, remei para outra terra. Uma ilha desconhecida. Um pedaço de terra desabitado. Cantarolei pela última vez a música que tu me cantavas.
A confiança e coragem retomaram os seus lugares debaixo da pele. Tal como, os Portugueses se aventuraram no mar e desconheciam o perigo, ai vou eu.
Por mares nunca navegados. Por terra nunca visitadas. Com uma faca na mão, prometendo observar as ervas antes de as colher.

Voltarei um dia? Talvez... Talvez... Talvez, nunca vá.
Imaginar que somos capazes de prosseguir é um passo.
Quem disse que enganarmos a própria alma é incorrecto?
Há dias em que descernimento se vai. Distinguir entre o correcto e errado só baralha as mentes fracas.

E só há uma frente da batalha.
Luto contra a minha luta.
Manejo a espada pela nova terra.
Com o meu chapéu de descobridor, sou quem quero e não eu.

Estou aqui. Para reclamar um novo território, uma ilha, um lugar, um pedaço de céu.

Conseguirei?
Se tu consegues, porque não conseguirei eu?

Fazes o que queres e não o que os teus olhos, sorriso e expressão transmitem.

Se consegues, eu consigo.

Apenas, representar o meu papel...

Feito de pequenos pedaços de gente.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

God damn you regret...one day.

Há alturas em que as pessoas se sentem estranhas, como se fossem, de repente, diferentes daquilo que eram no dia anterior...

É isso:
Ontem, pensava que era livre para voar, correr montes, saltar vales!
Hoje, tenho nas mãos as cinzas dos milhões de pergaminhos que vão ardendo.

Era um porto de abrigo, eram os meus olhos a sorrir, a minha mente a palpitar, era tudo o que eu precisava, porque era eu e me completava.
Conhecia tudo o que eu era, previa todos os meus passos, mas surpreendia-se com as minhas acções. Tinhamos magia, riamos quando mais ninguém o fazia, entendiamo-nos sem ter que explicar o que quer que fosse.
Por vezes pareciamos puros loucos!

Assim eras tu, assim eramos nós.

Até ao dia em que algo muda e o Fado resolve separar-nos.
Porque as nossas Almas juntas eram a união perfeita que Deus não conseguiu?
Porque o preço dos nossos pecados de outra vida são pagos agora?

Desculpa, mas a memória de tudo o que passámos faz-me chorar.
Exigias tanto de mim, tal como eu de ti.
Estavamos tão felizes com os nossos defeitos e fascinios.
Eramos o encaixe milimetricamente perfeito de cada recanto das nossas Essências.
Ficavas confuso quando eu estava eufórica.
Tornavas-te carinhoso quando eu me sentia derrotada.
Nunca me facilitaste a vida, ainda bem.
E eu nunca fui a Ninfa bela que te deixou explorar-me.
Surpreendias-me quando me substimava.
Elevava-te aos céus quando te sorria.

Foste Amor de Alma, aquele amor extraordinário, perfeito e puro..
No verdadeiro sentido destas palavras...

(Por vezes imagino se fosse tudo mais do que um Amor de Alma.
Não gosto do que vejo, não quero que nada mude.
És a Nota dificil de alcançar, cujo eco me guia por entre uma melodia de altos e baixos.
Prendi-me a este Amor de Alma que não me deixa espaço para mais ninguém.
Milhões de pergaminhos já escrevi, já escrevemos.
Cada novo dia da minha espera é mais um pergaminho que irás queimar um dia...
Porque não te apercebes que te espero.

Desejo que não acordes diferente do que foste ontem, porque és a minha segurança.
Porque não te apercebes que te espero.

Um dia dirás: God damn regret!)

Porque não te apercebes que te espero...

Quando se vai alguém...

"When you try your best but you don't succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can't sleep
Stuck in reverse
And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone but it goes to waste
could it be worse?
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
And high up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try you'll never know
Just what you're worth
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
Tears stream down on your face
When you lose something you cannot replace
Tears stream down on your face
And I
Tears stream down on your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down on your face
And I
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you"

O cheiro de morte ondula em casa. As figuras vagueiam numa escuridão total.

Maria sabia que morrer era deixar de falar, ver, ouvir, tocar... Era deixar... Todos passam por isto um dia. Mas não quem ela ama, esses são eternos.

Não percebo como é que gosto de ser criança. Nunca entendi o porquê que nunca quis ser mais velha! Nunca me entendi...

Talvez porque a simplicidade é mágica. As palavras são simples sons que emitimos. A natureza é meiga, justa e equilibrada. E para mim, o mundo é simplesmente uma bola eterna, mágica, sonora e colorida que gira ao ritmo de uma paixão.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

A Primavera

O nosso clima está descontrolado. Como algumas pessoas também estão, é um facto. Mas a estação que mais gosto está de volta. Neste momento odeio-a. Por tantas razões e por nenhuma...

A Primavera é uma menina cheia de cor, amena e tranquila que nos traz flores, aromas e dias maiores. Nunca ouviram a expressão "É a Primavera", quando nos referimos ao amor? Cresce ó Primavera!

Nós fazemos uma limpeza no guarda-fatos, a roupa mais leve fica nas gavetas de cima, para estar mais visível. As coisas velhas vão embora. Mas nunca guardam aquela camisolinha velha das Primaveras passadas? Como gostava de me ver livre dela. Mas já não se fazem nenhuma como aquela. Leve, simpática, meiga, sorridente e tão aconchegante.

E é nestas pequenas mudanças de clima que decidimos rodar a nossa vida 180º. E engane-se quem pense que 360º é uma grande volta. Eu tenho a tendência para essas.

Guardo a minha camisolinha. Sempre gostei dela. Espero pelo sol e resgato-a do fundo do guarda-roupa. Um passeio. Uma conversa.

Nada é igual à aquela peça de roupa. Não tenho medo da usar. Sabe tão bem. Já não me assusta. E quando fecho os olhos, lá está ela a preencher-me o guarda-fatos atafulhado.

Nada como um sorriso, uma palavra, um beijo roubado.

Posso contruir uma nova vida todos os dias. Mas a minha camisolinha vai cá ficar. Até que uma nova, exposta numa montra me chame. Camisolinha velhinha, e que tal um novo passeio e se eu fechar os olhos?

Posso te roubar mais uma vez? Em segredo? Vá lá.

Cresce ó Primavera.

Cresce...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Learning to live: Kindness, Beauty And Truth

All i need is kindess, beauty and truth...


Foste algo a alcançar.
Já não suporto ver-te à frente!
Foste algo que fazia brilhar meu olhar.
Já não suporto o facto de estar na tua presença!
Foste algo que tentei reformular e conquistar em pleno.
Já não quero saber mais e quase me és totalmente indiferente!


Porque inventei este jeito de agir
Para disfarçar o que estou a sentir?


Nunca te quis,
E agora não te quero,
Talvez só como orientação.
Confesso que tenho aqui presente
O dia em que olharei de frente a frustração!


Agora revejo cuidadosamente todos os meus passos,
Relembro o passado e tudo o que eu aprendi,
Quebro o coração e sigo em frente,
Abraço a loucura,a razão...

Sinto-me renascer!
Sinto-me Viver!
Sinto-me eu!
Sinto que

...I'm learning to live!

To much...


Quando é que sabemos que é demasiado?

Quando é que sabemos quando desistir?

Como desistir?

Deixamo-nos em stand-bye?


Não podemos ganhar sempre.


Prefiro deixar, esperar...


Voltar ao antes, ao depois e ao presente.


Suave...


Go on.


Wait.


Como se pudesse seguir dois caminhos diferentes.
Just waiting a message, in a bottle.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Another day

Sentei-me. A sala estava fria. De repende, como se fosse magia, um personagem apareceu num cantinho. Terrível. As palavras, essas, sentia-as como se fosse eu que as falasse. Mais uma vez, olhei em suslaio para demonstrar a minha humilde fraqueza, para não a derramar...
A minha pessoa tentou pensar outra vez. Não, aquelas palavras, encaixavam em mim, mas não naquela pessoa!
Não!
Tu não as mereces. Não és tu. Não és tu que me completas. Não, não.
E nestes momentos em que nada mais posso imaginar, sentir, apenas fujo como se não as quisesse sentir.
Fora com isto.
Arranquem-mo.
Deixem-me.
Que ele morra na fogueira.
Basta de cansaço e de derrotas.
Exausta de te odiar.
Exausta de procurar mil maneiras de te atirar aos lobos.
Rua daqui!
Tu não me tratas. Sou a poeira que te incomóda.
Limpa-me com um simples pano do pó e sacode-me lá para fora.
Deixa-me voar.
Deixa-me correr.
Deixa-me fugir entre os teus dedos.
Deixa-me respirar.
Apenas...
Deixa-me.
A pequena Maria fraquejou... A febre estava elevada. Sentia-se um cheiro de morte.
Ela confiava em Deus.
Que Deus a poderia fazer sofrer?
Ela confiou e espera pela subida.
Respirou mais uma vez...
Porque respirarmos mais uma vez é uma dádiva.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Desilusões e Maria

A natureza observava o regresso de Maria. Ela estava mais crescida...
Mas continuava com os mesmos traços que lhe pintavam o rosto e o corpo.
Estava crescida. Mas, não se notava fisicamente.
Continuava doce, criança, gulosa e muito decidida. Isto era o que pensavam os animais.
A rosa, a túlipa, o mal-me-quer e todas as flores sentiam a sua fragância meiga e forte.
O mar, esse sim, denotava-lhe um olhar diferente. Maria olhava com uma expressão de desilusão. As ondas sorriam-lhe e cantavam-lhe uma melodia aconchegante, suave e ritmada.
Por momentos, os olhos fecharam-se.
E pode descansar em paz.
Como se a tormenta se tivesse dissipado.
Maria sabia que o mundo girava.
Que as realidades são diferentes.
Que cada momento é efémero.
E que nunca mais ia deixar a ampulheta ficar cheia.
Nunca se sabe se vamos ver as coisas da mesma maneira.
E o mundo dos crescidos é tão sem piada...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Tha Wanderer: Quem és?

Hoje acordei com um sentimento de solidão profunda.
As paredes imploram pela presença de alguém mais para além de mim, elas não se contentam comigo apenas...
Nem eu!

Quando pensava que estava completa e feliz, entrou-me pela janela, à luz da lua, aquela melodia subtil...
Quem a tocava?
Onde estava? Provavelmente no arvoredo lá atrás.
Nunca me atrevi a ir para aqueles lados, pois é muito arrecatado e escuro...
Isto nunca se sabe que segredos se escondem por aí.

Todavia, lá está ele de novo, agora!...
Ele?!
Eu pensei Ele?...Hum, creio que a melodia contém os traços fisicos e psicologicos dos acordes que Ele toca:
São belos,
Têm magia
E uma aura que me faz divagar ao mais profundo do meu Ser.
Será que mora por aqui? Só pode...Quem será?
Como anseio por descobrir...

Vou até à janela e olho a Lua prateada, mais uma vez.
Antes da Música me entrar pelo quarto a dentro, estava eu embrenhada em teoria energética!
O mundo está decadente, todos sabemos, mas os meus estudos contribuem ainda mais para o meu desespero...
Já ninguém olha para as pequenas coisas que nos são tão necessárias.
Eu olho, eu vivo-as, eu canto-as.
Volto as costas às estrelas e lembro-me de ter cantado um pouco da teoria que desenvolvia...
Quem sabe um dia a minha sinfonia se una à Sua melodia.

Chega de dançar com os designios da Alma!
É melhor voltar ao trabalho, está a ficar tarde...

Oh! Acabou, sinto-me entristecer de repente, como se nada à minha volta fizesse sentido.
Ele, sim é Ele, acabou e desta humilde janela de primeiro andas, vejo a sua silhueta a encaminhar-se para longe de Mim...
Um dia, Melodia, um dia...
Contudo, amanhã te espero mais uma vez, Quem Quer Que Sejas!

Passadas duas horas e pouco desisto da teoria.
Arrumo tudo para a Universidade amanhã.
Dispo-me lentamente, apreciando a luz da noite...
Pois, aqui posso dar a tais luxos que num apartamento não seriam convenientes!
Nesta local só a Lua me observa...

Que importa?
Quero aquela Melodia só para mim.
Sinto-me apaixonar por alguém que apenas conheço de Alma...
Sim, Amor de Alma, uma Arte...

Quem és...

E acabo por adormecer à Luz da Noite intensa,
Em cima da cama desfeita repousa o meu corpo.
A Alma sonho que a Melodia a leva deste mundo...
Samantha O'Sullivan

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Red shoes


Os olhos admirados observavam-na.
Uma figura esbelta de baixa estatura corria pelos campos.
Vinha vestida com um tecido leve, vermelho... Um vestido gracioso.
Os pés calçados com um calçado artesanal, simples e bonito.
Os longos cabelos castanhos ,aloirados pelo sol, emulduravam-lhe a bonita face.
Os olhos castanhos... a boca de cereja.
Caminhava a passos decididos.
Graciosa.
Leve.
Simples.

Há muito que os olhos admirados não a viam correr pelos campos verdes e cheios de borboletas.
Os grilos cantavam.
O rio corria com uma força estrondosa.
Os coelhos saltavam animados.
A natureza reconhecia a Maria.
Crescida...
Com um gancho em forma de coração prendendo os longos e fortes caracóis.

She is back.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Não Te consigo...

Oh...
Tenho andado a dançar contigo durante tempo demais!
Basta!
Basta deste revolver de olhares de sentido indefinido!
Basta desse brilho que me ilude!
Não quero mais o teu toque suave!
Deixa-me concentrar no meu objectivo, porque ele não és tu!
Queria poder olhar-te nos olhos, prender-te e conseguir dizer-te o quanto te adorei...
Gostava, até, que soubesses e que, depois, ficasses em silêncio fitando o vazio...
Era bom que seguissemos em frente como grandes amigos, que nunca fomos...
Agora que estou só e, ao memso tempo, rodeada de estimulos exteriores que cativam todos os meus sentidos, lembro-me que apenas tu me elevas mais alto.
No entanto, sei que, nessa tua altivez, eu sou apenas mais uma que conheces e disso não vou passar tão brevemente.
Desculpa,
Não consigo que me toques, que me dirijas a palavra, que me olhes e que me escrevas o que quer que seja!
Não consigo que sejamos amigos, conhecidos, desconhecidos, indiferentes!
Não consigo que não me agarres no meio da multidão e me acolhas nos teus braços como um tesouro extraordinário!
Não consigo que não me ames tendo eu estado devota a ti todo este tempo e convergido em ti todo o meu pensamento!
Não consigo aceitar que tenhas um ascendente sobre mim que me atrai a ti!
Apenas não te consigo...
...e é só.
É tudo!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

És como a praia, mudas com a maré

 "Há qualquer coisa que se esconde em ti
Que me seduz e dá cabo de mim
Eu não sei, nunca sei bem o que é
(Tu sabes sim mas não queres ver)
És como a praia, mudas com a maré
(Não importa se a queres ter)"

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Sede de ti. Fome de te querer. Sensações ridículas.  Imaginar-te sem te ter é ainda pior. Relembro as tuas faces. Ingénuas, meigas... Recordo as tuas parvoeiras que me tiravam do sério. Como resumir, se simplesmente todos os pormenores fazem falta? Como apagar as lembranças que me fazem viajar? Como excluir aquela expressão vádia do teu olhar? Se fechasses os olhos, deixavas de ter esse olhar desafiante? Se deixasses de ter tacto, talvez não voasse tanto! Pormenores... Pequenas coisas imaginárias.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Arte fascinante

Ela chegou. O casaco estava frio. A cadeira era macia. O gira-discos tocava... A melodia era envolvente, arrepiante e...

A sensação final era chocante!

O frio iminente...

As mil ideias varriam a sala...

O vazio tornara-se algo.

Como podemos sofrer com imagens, sons e palavras?

Que tipos de reacções diferentes podemos obter?

As mil soluções juntavam-se num bailado.

A música não parava de tocar. Os personagens não paravam de agir. O filme voltava a rodar vezes sem conta. O final surgia em letras grandes.

Por vezes sinto que afinal não vivemos. Apenas se sucedem uma data de acontecimentos numerados.

A fascinação por algo tão belo e artístico chocava. Nesse momento, não era ela, nem nada que se possa aproximar dela.

Apenas uma pelicula girava... Em que os promenores são fantásticos, deliciosos...

Não havia espaço para lágrimas, apenas fascínio...

Não que seja fria, mas uma vontade nova se alevanta.

O tempo é efémero. O tempo corre e a ampulheta está quase cheia. 

Volta. Volta. Volta para mim...

Falsas suspeitas. Mentiras.

Uma mentira pode ganhar a guerra...

Sonhadora Natural

 Costuma-se dizer que com vinte anos pretendemos mudar o mundo e com trinta, apenas a decoração da casa.

A nossa geração de 90 foi conquistada pelos desenhos animados da disney e também viveu uma grande evolução a nível tecnológico.

Apesar de gostar da decada de 90 porque é, sem dúvida, sonhadora, gostava de ter vivido na época do vinte e cinco de Abril, da censura e da revolução.

Queria ter gritado pela democracia nas ruas.

Hoje apenas posso defender as minhas ideias e fazer dos meus pais, o meu povo sacrificado.

Aliás, eu não odeio a política. Apenas detesto os políticos portugueses. Se um dia podesse escolher, fazia Martim Lutther King reviver e comandar este mundo.

I wish i could...

papoilas21

Mudar o mundo é difícil...

Mas mudar o mundo de alguém é simplesmente, fantástico.

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Os filmes de que não vou abdicar neste ano no cinema ou em dvd:

"Expiação" - Joe Wright

"Juno" - Jason Reitman

"Michael Clayton" - Tony Gilroy

"Este país nao é para velhos" - Etahn e Joel Coen

"Haverá Sangue" - Paul Thomas Anderson

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Dizer Adeus.

Quando algo vai a meio do começo?
Estamos no ponto alto do que gostamos de fazer e...?
Será que ficaremos recordados pelo último momento de glória?
Ou ficaremos odiádos por quem deixámos para trás?

I feel like giving up...

Queremos ser aquilo que amamos e ao qual damos a nossa Alma todos os dias, fielmente!
Desejamos com todas as forças vir a ser a nova geração do que já não pode retornar...

E para quê?
Somos sonhadores.
Apenas sonhadores que não sabem dizer Adeus...

Uma vez ouvi alguém dizer:
Há que saber sair quando estamos no auge!
Sim...Para que quem nos adorou nos recorde no nosso melhor e não o nosso declínio.

Tenho repetido isso para mim, incessantemente, mas...
Não acredito que tenha que ficar por aqui!

Não vou ficar por aqui, é esta a minha promessa!
Não quero mudar o mundo,
Quero aprende-lo e enriquece-lo!

Há alturas em que muitos seguem um caminho de solidão.

Há momentos em que a decisão fica feita.

Há segundos em que a razão fala mais alto que o resto.

Há tempos em que o coração acaba por ser ainda mais forte
E o amor pela Alma obriga-nos a dize-lo...

Saying goodbye?
(Suspiro...)
I take what you gave to me,
You toke what I gave to you.
You taught me what I know,
I teach you what I know.

Symphony of Eternal Progression,
With or without you.
We'll meet again my friend,
Someday soon!
Because I Have A Dream!

Não ao Carnaval...

O melhor momento do dia é, sem dúvida, o pôr-do-sol. Equilibrado, suave, natural, mágico, harmonioso e aconchegante são dos muitos adjectivos para qualificar o final da tarde, que escolhi.


Cada um de nós procura o seu equilíbrio, e no meu ver só assim seremos sensatos e felizes. O equilíbrio é o mais difícil de obter, mas também o mais glorificante, é como um tom laranja entre o amarelo e o vermelho.Quer seja num jardim, numa esplanada, na praia, não custa nada parar para presenciar a despedida do sol. A natureza começa a despedir-se do dia e a entrar na noite, alguns animais recolhem outros porém, saem das tocas. A temperatura é amena e convidativa a um passeio, onde a minha objectiva não pára de trabalhar.


Deixemo-nos de ser artificiais, de máscaras, de maquilhagem excessiva, de comportamentos excessivos. Sem dúvida, a natureza é o que de melhor temos... 100% natural é o que diz a minha etiqueta, ou melhor o meu sorriso, olhar... Porque de etiquetas e rótulos já temos que chegue.


sábado, 2 de fevereiro de 2008

" Sex, Drugs & Rock n Roll! "

Calças justas,
Bocas de sino,
Saltos altos,
Guitarras em V,
Grandes indumentárias,
Volumosas cabeleiras...




O auge da Alma Rock!
O nascer do Puro Metal!

Porque sinto que nasci duas décadas depois da hora certa?

Quem foi grande agora é recordado,
É mantido vivo através do tempo.
Sonoridades diferentes dos dias de hoje que,
Mesmo assim, não passam à frente Daqueles êxitos.

O que doi é...
Viver a Alma Metal duas décadas depois do apogeu,
Ver os criadores em declínio agora.
Saber que nunca mais serão quem foram,
Sentir que o que vivo é tardio, mas único...

Saber que nunca mais se voltarão a viver anos como esses...


E nunca mais haverão tipos como esses...

...estes.

Thanks for showing me that it's not lost at all.

You give me life, reason for singing everyday.

I love you like I never loved Anything before.


Dreams, Images, Words, Infinity, ...

Tolos

O que fazemos quando a página se encontra em branco e não temos imaginação?
O que fazemos quando o sol se encontra azul e sem nuvens?
O que fazemos quando o nosso travesseiro não pára de se queixar de que estivemos a dormir tempo demais?
O que fazemos quando o nosso cabelo implora por um pente?
O que fazemos quando tentamos não fazer nada?
Eu preciso de ti.
Aliás preciso de alguém que implore para que saia.
O livros não são convidativos.
Eu sei, porque já os abri.
Gostava tanto de aproveitar este dia de Maio.
E se pensasses um bocadinho em mim? Vá lá.

No que eu me havia de ter metido.
O amor é para tolos.
É para quem não saiba ver que... sei lá.
Por mais que tente... Eu serei sempre uma tola.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

A máscara

Ponho,
Tiro,
Altero,
Pinto,
Descoso,
Amarroto,
Mancho,
Remendo,
...

Pego nela, saio à rua e...

Surges na minha frente:
Oh Deus, oh Diabo!
Coloco-a imediatamente...

E passo despercebida,
Notada pelo teu olhar, desprevenida.

Escondo-me bem, de novo, até que...

Surges outra vez e apanhas-me de fugida:
Oh Deus, oh Diabo!
Retiro-a e seguimos cada um a sua vida.

Caminho na direcção contrária, páro e penso:
E tornei a não conseguir olhar-te nos olhos...

Bom carnaval

O sol brilha com toda a força.
A montanta está calma.
Nem o cuco se ouvia.
Fechei os olhos com mestria.
Deu-se um clique na minha alma.
Lembrei-me...
Do toque dos teus lábios...

Chemistry. Either you have it, or you don’t.

Interrupção lectiva...
Não é férias.

Pick me... Choose me!