quarta-feira, 31 de outubro de 2007

We miss you


Voas para longe, voas com as asas agarradas a um livro.
E eu vejo-te sorrir por dentro.
Vai explorar todos o cantos, procura pela disney, procura-nos em cada lembrança, procura os números.
Volta, volta sempre.
Aninha-te nos nossos braços e fala-nos sobre todas as histórias.
Conta-me que foste atrás do arco-íris e que voltaste com o pó "pirilipimpim".
Volta e traz-nos de volta o sonho.
E a história das trigémeas nunca cessará.
Nós vamos sentir a tua falta, eu já a sinto...
Sempre vossa...

(Aquela) Distância, Saudade E Lembrança

É tão bom viajar...
Já dizia Fernando Pessoa: "Viajar, perder países!"...
No entanto será mais dificil ir ou ficar?...

Quando vamos, sentimos que temos um mundo pela frente, tão desconhecido e tão atrativo! Só queremos explorar, ir até ao máximo dos nossos limites de observação e, depois, escolher uma boa imagem, peça, momento que resuma o auge da nossa estadia...

Quando ficamos a única coisa que sentimos é saudade de quem foi e a dúvida sempre presentes! Só ansiamos que o tempo passe depressa para podermos abraçar de novo quem foi. Estará tudo bem? Estará feliz? Triste? Por onde anda? Quando volta?...

E no meio de tanta consideração, o tempo passa tão devagar. Acabamos por achar que durou uma eternidade e, contudo, valeu a pena porque a distância fortaleceu o laço de saudade existente entre nós e quem foi...
Aquele abraço forte que nos reune de novo vale tudo!

Tu foste. Eu fiquei.
Neste momento aínda não partiste, mas já tenho saudades.
Voltas depressa, eu sei, mas já sinto a distância.
Estou contigo todos os dias, mas preciso de me lembrar de ti.

Simplesmente, volta depressa!

Adoro-te irmãzinha...

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Quem és tu?


Eu senti o teu olhar nos meus olhos...
Os meus olhos tocaram nos teus.
Os teus carnudos lábios começaram aos poucos a esboçar um sorriso tímido, enquanto me observavas.
Com o passar dos ponteiros, tu começaste a mordiscar o lábio e a bater com os dedos no tampo da mesa.
E eu olhava-te revirando os olhos tão depressa que tu nem notavas. Sentia-te nervoso pelo teu toque, pelo teu gaguejar...
E eu enquanto fingia estar a fazer algo, só te tinha no pensamento...
És uma melodia constante no meu ouvido, que eu cantarolo mesmo a sonhar.
És uma poeira interestelar...
E quando, quando, quando tu te aproximas o meu nervoso aumenta, a tua fragrância mistura-se no ar e eu sinto-me anestesiada e até a maior catástrofe me faz rir.
O problema é que tu és assim tão interestelar que apenas te sinto e não te vejo.
Tu és tudo, tu és o espaço que fica entre as gotas da chuva, és o espaço que vai da tristeza até à felicidade, és a brisa de verão, és o toque da neve na minha pele, és... Tu simplesmente não és!

Produto da minha imaginação...

Eu e as minhas lembranças...puff!

Tenho lembranças de quando era pequenina, eu sei que serei para sempre pequenina, mas tenho memórias do tempo dos filmes da Disney: o Aladin, a Branca de Neve, o Rei Leão, a Pocahontas, 101 Dálmatas, os Aristogatos, o Corcunda de Notre Dame, a Bela e o Monstro e podia ficar aqui uma tarde toda a dizer todo o historial de filmes que a pequenada no ínicio da década de 90 viu.
Todas as santas tardes dos fins-de-semana era ver e rever as minhas primeiras peliculas.
Era interessante, fazia-me rir, cantar, chorar (sempre chorona), dançar... Ainda é mais peculiar que agora que revejo os filmes em versão portuguesa já não é a mesma coisa, parece que ja não é o mesmo Aladino, a mesma Bela...
Os desenhos animados têm uma enorme influência nas crianças e na "nossa"altura estes eram benéficos, demonstravam super poderes, pessoas diferentes de nós e o imaginário das princesas e princepes...


Quase na idade adulta eu sinto necessidade de rever estes meus valores e de voltar a sonhar com um mundo ideal. E vocês?
Bora lá voar num tapete, levar o almoço à avozinha, encontrar o monstro das bolachas no MODELO?
E por fim, ouvir a "mãmã pucarinho":
"Para o guarda-louça, zip!"

-Volta Disney, leva-me a mim e quem quiser ir no tapete e ...

sábado, 27 de outubro de 2007

Ode Triunfal: O Lobo


Nos primórdios da sua existência, O Lobo aprendeu o amor dos seus progenitores.
No entanto, cresceu aprendendo a solidão e o sacrifício.
Brincou, caiu, correu, descobriu, subiu, escondeu, zangou, preocupou, alegrou...
Mas a razão solitária que guiou O Lobo sempre teve um objectivo: uivar à luz da Lua no monte mais alto, na noite mais estrelada, uma melodia de triunfo e de compaixão.
O espirito de lutador que sempre O acompanhou foi crucial. Graças à força de vontade ultrapassou tanta dor, perda, frustração, traição...

Inocente, por vezes, O Lobo foi guiado por raposas matreiras. Embrenhara-se de corpo e alma na sua influência e, quando finalmente abria os olhos para a luz da sua escuridão, destapava o lençol encarnado da traição calculista e, apesar de tudo, nenhuma lágrima corria na sua face. E hoje recorda as raposas com compaixão, pois, no fundo, cada um segue o rumo que segue e cada um torna-se aquilo que se torna. Hoje, O Lobo vê aquilo que as suas raposas são...


Mais tarde, mais crescido, O Lobo ganhara autonomia, descobrira o lado negro da vida e elaborara a sua razão nesse barro puro e estrelado. Estudara o silêncio do pensamento e acabara descobrindo a sinfonia adormecida em si. O Lobo mudara e tornara-se mais forte que o muro mais alto. O seu caminho era iluminado pela chama do gelo nórdico e pela lenda d'O Perfeito que adormecera para lá do intocável. Esse Perfeito que O Lobo ambiciona acordar e tornar parte de si com o poder na sua devoção mais em bruto...


Tão forte que era O Lobo, tão alto que estava!...


Tão grande foi a sua queda.

Na doce ignorância, acabou atrelado a algo que nunca fizera parte da sua essência. Algo novo aparecera na sua visão e na sua alma. Primeiro estranhou, despois entranhou. Entranhou tanto que apenas a própria hipocrisia arancou essa praga de si, finalmente!


O Lobo caiu e voltou a levantar-se, tal como fizera nos promórdios da sua existência. No entanto, hoje sabe que é ignorante, em comparação à escala cósmica. Hoje olha à sua volta e avalia. Só depois se deixa conquistar aos poucos. A traição moldou O Lobo, o medo da perda dos diamantes raros moldam-nO agora. Agora, leva na sua alma um pequeno punhado de diamantes únicos, joias mais belas e ricas que a Aurora Crepuscular...


A melodia do uivo interminável que O Lobo agora solta do cimo do monte mais alto, a luz ofuscante da Lua que se viu livre das núvens para conceber a sua graça à noite, os diamanates que O acompanham e cintilam de emoção ante o triunfo dos sentimentos em redor, as raposas que admiram a grandiosidade da paisagem e o seu sentido tão bem contruído que nunca entenderão...

A memória d'O Lobo caminhante observador que modifica o mundo à sua passagem, a sua intervenção para o equilibrio natural tão bem mantido pela sua Mãe Noite e a sua devoção pela vida e pela importância das pequenas coisas que se movem na sua demanda incançável...


É O Lobo...

____________


Dedico esta Ode Triunfal aos que merecem e têm a certeza que merecem.
Dedico-a também àqueles que não merecem e têm a certeza que não merecem.


Com o sentimento mais sincero, puro e devoto,

Para as minhas irmãzinhas,


D'O Lobo que Eu Sou...

Três... Apenas três...


Conheço as vossas palavras, as vossas expressões, os vossos olhares, as vossas lágrimas e as vossas gargalhadas.
Consigo comunicar com cada uma de vós sem falar.
O movimento dos vossos olhos e as vossas expressões denunciam-vos.
Sei-vos de cor e salteado.
Sei a vossa cor preferida, o vosso género de música, o vosso manjar dos deuses e sei-vos de tantas maneiras que vos consigo imitar.
Preciso de vocês para respirar.
São melhores que qualquer homem na terra, quer seja ruivo, louro ou moreno.
A tranquilidade que vocês me dão, ninguém me dá.
São como as ondas tranquilas que produzem aquele som que me acalma e relaxa.
Nós somos uma irmandade, ninguém fica para trás, ninguém chora sozinha, ninguém ri sozinha.
Trazem-me a vida num sorriso, num beijo, num carinho, numa gargalhada.
Agora não vivo só a minha vida, mas sim três.
Viver assim é emocionante, faz bem às rugas, dá-me asas, a imaginação voa...
Era uma vez três...
Três...
Apenas três...
Três sem rumo...
Três mundos...
Três marés...
Três sorrisos aconchegam e me beijam a cara como ondas de mar.

Sem vocês não sou ninguém, sem vocês o mar não tem o mesmo cheiro, sem vocês as vitórias deixam de ter o mesmo sabor...


Porque viver é ser vossa, é ser minha e nossa.

O que é que isso importa agora?


O que é que isso importa agora? Nunca saberemos se todas as coisas que fizemos e dissemos estavam certas ou erradas, mas o que é que isso importa agora? Tudo o que sabemos é que temos de viver a vida, fazer as patetices todas e divertirmo-nos ao máximo, porque quando não o podermos mais fazer o que é que isso vai importar?
Por isso, cada uma de nós pode ser diferente, ter os seus defeitos e as suas qualidades, podemos nem sempre estar de acordo, mas arranjamos maneira de ninguém ficar triste. E o que é que isso importa agora? Importa porque nos tornarmos inseparáveis, as três irmãs que se adoram e não se querem separar. Adoro-vos e nunca esquecerei as gargalhadas que me fizeram dar as lágrimas de alegria que deitei e tudo o que passei ao vosso lado, minhas manitas do coração!!!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

A minha boneca preferida...


Era uma vez... Uma boneca.

Em pequeninas a maioria das meninas brinca com bonecas, desde as maravilhosas bonecas de pano às barbies de plástico.
Primeiro, vieram as bonecas de pano, com aqueles cabelos de ouro feitos de lã, vestindo vestidos coloridos e com um belo sorriso.
Em segundo vieram os nenucos que dizem mamã, as ritas caminha, as carlotas cambalhota entre tantas.
E por fim, a boneca mais vendida, que agora em mais velha não me fascina, as figuras com formas de mulher em plástico designadas de barbies.
Todos os meus bonecos sofreram transformações, sentiram a vida pelos longos banhos, as fraldas que eu mudava, os cortes e pinturas de cabelos, as maquilhagens e para sempre me ficou a ideia da belíssima boneca de pano...
Mas estas são guardadas no baú e como ninguém se lembra delas:
"Vem e traz-me o sol da vida. Diz-me que sempre fui, sou e serei a boneca da tua vida. Vem contar-me os teus segredos. Vem e fica para sempre, eu serei tua"!

Era uma vez... Uma boneca.
Maria Francisca Bombom (Heterónimo)

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

The dream


Porque a imaginação voou…
Como aquela meiga e linda borboleta que atravessou campos, florestas, oceanos para encontrar o seu borboleta macho, na esperança de dar continuidade à luta de existir durante mais uma eternidade.
Ela sim, aproveitou todo o seu tempo, pois estes seres têm em média pouco tempo de vida, na luta e procura pelo sonho.
Por vezes não encontramos o “sonho”, esse por quem choramos de noite baixinho, esse por quem suspiramos durante o dia, esse por quem rezamos e pedimos com muita fé quando vemos uma estrela cadente!
O “sonho” é a felicidade embrulhada num papel diferente, quem não é feliz se obter o seu sonho?
O “sonho” pode variar de pessoa para pessoa, pode ser o homem da sua vida (para quem ainda acredita em contos de fadas), pode ser o curso que pretendemos, pode ser a concretização de uma família feliz, para os economistas uma barra de ouro e para aqueles eternos sonhadores a terra do NUNCA!
Terra essa onde o sonho é o que comanda a vida e aí o sonho é idealizado todas as horas do dia, aí ainda há quem acredite que os sapos se transformam em parceiros ideais e belos, aí ainda há quem ame os seus pais, aí há uma constante que se chama felicidade.
Para sonhar basta acreditar, uns pozinhos de pirilimpimpim, uma história para dormir, um beijinho de boa noite e um eterno aconchego na almofada de penas que nos faz voar e sonhar!


domingo, 21 de outubro de 2007

As Três Irmãs!

Irmãs? Irmãs somos nós!

Ah...aquelas alturas em que só nós percebemos o valor de cada palavra,
de cada bocejo,
de cada canção,
de cada riso,
de cada pastel de nata,
da cada tablete de chocolate,
de cada "mi,va",
de cada meia-de-leite,
de cada sapo,
de cada filme,
de cada lágrima,
de cada Dom...

De cada nada e de cada tudo...

Uma é o simbolo vivo da doçura, é uma pequena beleza de um sorriso incomparável!
A outra é a metáfora da determinação, é uma melodia escondida no olhar excepcional!
Aquela que vem a seguir é o emblema da sensibilidade, é a magia serena de um sentimento materno único!

E todas são o Mito Vivo, os Sonhos tornados realidade...
E esperam, vivem todos os dias com o sonho das suas vidas...
Até que alguém tenha a honra de colher uma destas flores e as trate com carinho,
Lhes dê luz e um vaso onde possam crescer até aos céus!

Manhâs sem fim,
Tardes infinitas,
Noites intermináveis,
Porque apesar de cada uma morar em mundos diferentes,
A lembrança dos momentos fica até à próxima vez!

O significado de cada coisa é distorcido até ao limite,
Tudo se transforma e os nossos mundo convergem num só,
Construímos um elo de poder que ninguém quebra,
Somos nós e gostamos de nós assim.

Porque se fossemos diferentes,
já não seriamos nós!

Irmã?...Irmã sou eu,
Irmã és tu,
Irmã é ela!
Irmãs, somos nós!

_________________


Porque me mostram, todos os dias, um novo modo de sorrir ao mundo...
Adoro-vos, irmãs!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

She's only happy in the sun


E o sol irradiou a new hope!
Fé de que tudo correrá bem...
Por vezes somos assim, que nem uma semente num vaso, precisamos de tempo e de algumas lágrimas de água para despontar e atingirmos um pouco de sol, para crescermos.
Crescer doí e por vezes não se regista na altura, mas sim numa caixinha que alguém inventou e que lhe chamou maturidade. Será porque vem de maduro? Estou a ficar velha?
Provavelmente sim... e um pouco caquéctica, devido ao texto que estou escrevendo e pelo uso do gerúndio "alentejano".
My life, my life, my life...
Que grande carrossel, não espero por ninguém, sou assim como uma ventania que vem e vai e que derruba tudo.
Por agora a minha única preocupação é respirar, é viver...
Viver sabe bem, dá combustivel para as longas viagens, dá nos tudo o que precisamos, é nela que aprendemos os mais simples gestos e a palavra esforço, luta e garra.

Tenho um mundo à minha espera e ai vou eu...

Me aguarde!

Só uma pequena grande nota, se num dia cizento, trouxeres contigo aquela nuvem que não pára de chouver, vai ter com os teus amigos e amigas e espera que eles te animem com um pequeno jogo e uma conversa com chocolate à mistura, dizem que faz maravilhas de maravilhar.

Estou a viciar nisto dos blogs, já posto por tudo e por nada, só gostava que alguém do outro lado do oceano, quiçá, desse um Hello!

Sinfonia...


Oiço a sua voz, aprecio a sua silhueta, sinto o seu perfume, toco a sua face, saboreio os seus lábios...
O que mais posso fazer se não apreciar à distância...
Quero romper todas as barreiras, mas não consigo...Quero partilhar a minha emoção com o seu ser...

Como reina a perfeição!...Traços perfeitos, para mim perfeitos...Olhar perfeito, para mim perfeito...Toca suave e perfeito, para mim suave e perfeito...Voz divina e perfeita, para mim divina e perfeita...

Está em todo o lugar, tem esse dom...

Está nos meus sonhos. Está no meu pensamento. Está ao meu lado. Está à minha volta.
Está na minha melodia. Está nos meus esboços. Está na minha dança. Está nas minhas equações.

Está na minha pele. Está nos meus olhos. Está nos meus lábios. Está na minha mão.
Mas sempre que colho, tudo escorrega por entre os dedos como grãos de areia.E foge. Foge do meu olhar. Corre à minha volta. Enrola-se se corpo e alma na minha presença.E volta. Volta para os meus braços. Passeia pelo meu céu. Entrelaça-se e juntos voamos.
Espera, espera por mim. E eu por si espero. E continuaremos à espera até que seja tarde.Porque nunca quebrarei as barreiras, pois espero.Nunca quebrará as defesas, pois eu não as destruo.E as almas viverão neste paradoxo metafórico de inequações de soluções irreais...
E os corpos alimentar-se-ão desta quimica de particulas e mecânica quântica cheia de especulação...
Mas juntos soubemos, juntos fizemos com que a ideia surgisse.
Juntos vivemos, juntos estamos a viajar por entre a violencia dos colapsos celestes.
Sempre juntos seremos, juntos batalharemos pela pura melodia da beleza universal.


______________________


Não percebes. Eu também não.
Mas espero por ti. Obrigado pela prosa tão bela do espelho da tua emoção.
Obrigado por procurares a verdade da loucura do cosmos. Obrigado pela sinfonia da tua alma.

Mais uma vez quero ser a sua companhia, o seu fogo, o seu gelo, o seu elemento, a sua melodia, as suas equações,os seus esboços, a sua dança...
Quero ouvir a sua voz, apreciar a sua silhueta, sentir o seu perfume, tocar a sua face, saborear os seus lábios...

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

O sol irá irradiar?


Olho através da janela, vejo todo o nosso passado, o meu, o teu e o dos outros; andamos às voltas com as voltas que o mundo nos dá!

O meu mundo cada vez fica mais pequeno, menos emocionante sem ti, sem aquele brilho quente do sol e nestes dias que não estás sinto-me desorientada, sem força, sem rumo e sem noite, apenas vazia.

Sinto o teu toque nos meus cabelos...

Os meus olhos são um mar agitado que só te querem ver a chegar numa arca de Noé com muito sol, muitos sons, muitos... Apenas muitos!

Trazes a aventura, trazes o receio, trazes o sangue novo que me corre nas minhas veias...

Mas agora os nossos mundos não têm mais nada em comum, já não és o mesmo...

O tempo passa, as decisões voam, a chuva vem e por vezes um sol tímido também, a melodia mudou e eu apenas sonhei...

E neste dia de céu cinzento, cheio de neblina... O sol brilhará contigo ou sem ti, apenas brilhará com força e eu crescerei com o seu calor.

Haverá gente em quem me apoiar, gente em quem beijar, gente em quem contar a minha e a nossa história, haverá gente que apenas me dirão que contam comigo.

E tu serás apenas o passado, um passado com o qual sonhei esta noite...

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Lembrar-te. Lembrar-me. Lembrar-nos!


Olhas-te nos meus olhos. Deixaste-me hipnotizada. E agora eu consigo lembrar-me de ti...

Aqueles momentos juntos. Promessas de eternidade. E agora eu consigo lembrar-me de ti...

Toquei a tua mão. E tu desapareces-te. Olhei em volta. Apontavas outro caminho. E agora eu consigo lembrar-me de ti...

Pensas em mim por vezes? Guardas uma memória? E agora consegues lembrar-te de mim!



Pensa em mim. Sorri ante essa memória. Guarda essa lembrança um bocado. E agora consegues lembrar-te de mim...

Entra na minha dança. Segue a minha melodia. Envolve-te nos meus traços. E agora consegues lembrar-te de mim...

Analisa a minha linguagem. Ouve o meu suspiro à noite. Observa a minha teia de encantamentos. E agora consegues lembrar-te de mim...

Penso em ti por vezes? Guardo uma memória? E agora consigo lembrar-me de ti!



Deixa que o céu nos abrace. Permite que a treva nos consuma. Chora as lágrimas de emoção...

Abraça-me e eleva-me pelo infinito. Mostra-me o verdadeiro sentido da devoção. Deseja-me de alma e percorre o coração carnal com todo o teu instinto voraz...

Levar-te-ei pelo antro da loucura. Guiar-te-ei com a sinfonia da cumplicidade. Querer-te-ei tocar o espirito negro e explora-te-ei até ao fim do insano sentimento...



Pensamos em nós por vezes? Guardamos uma memória?

E agora lembramo-nos de nós!

Love song


Noite fria e escura...

A chuva molhava a minha e a tua face.

O mundo parou de girar, o vento parou de assobiar...

-Eu amo-te... Posso nunca mais voltar, nunca mais te ver. Eu amo-te independentemente deste mundo louco que nos quer separar. Eu sinto o teu cheiro, eu oiço a tua voz, eu reconheço-te no escuro, eu sei o sabor das tuas lágrimas, a melodia do teu sorriso, eu conheço a tua sedosa pele, eu sou capaz de passar a gostar do teu tipo de música, deixar o último pedaço de bolo para ti, dar-te o meu casaco quando dizes que não tens frio e no entanto tremes... Escolhe-me...


Sem palavras, apenas amor no coração e uma lágrima no olho.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

The way i am


Acordo com aquela, aquela despenteada, aquela que todos os dias conta o número de borbulhas, aquela que diz: "Mais uma borbulha, caracol maldito!" Todas as manhãs sente que não quer encarar o dia… Sabia tão bem dormir!
Aquela em que cada vez que ouve uma música emotiva lhe nasce um rio nos olhos.
Está sempre em confronto: a razão ou o coração?
É como estas palavras soltas… Á solta no mundo, cheia de ses, cheia de fé, cheia de tarefas.
O mundo gira e gira e ela continua… Continua no sonho e na realidade, corre sem se cansar, fala pelos cotovelos, é beijoqueira… É ela...

E quando chega a noite sabe tão bem, dormir a seu lado e sentir que é assim, única, distraída, emotiva, nervosa e com umas bochechinhas coradinhas.

Se eu gostasse de ser como alguém, seria ela, seria eu...

Escuridão

Eu, Escuridão: Eu.


Porque é que a escuridão tem uma conotação negativa?... Não entendo. Há que temer o desconhecido, não o escuro.


Escuridão...Senão fosse esse estado de desiluminação então nunca saberiamos o que era a luz...

Escuridão não é o oposto à luz, tal como não é a posição antagónica da salvação. Não é! Escuridão é um modo de vida, por assim dizer, é um estado, é uma filosofia, é uma característica, é um direito, é uma inspiração. É, nada mais nada menos, do que aquilo que rodeia a minha alma e o meu ser. Escuridão é amor. Da escuriudão surgem raios de luzes coloridas de paixão e de amor. Da escuridão surge a matéria, e por si a origem da luz. A escuridão é Mãe, a minha Mãe Noite, que alberga o Cosmos que Nos originou.

Escuridão é solidão. Escuridão é estar rodeado de amor. Escuridão é apreciar o significante da vida. Escuridão é apreciar uma melodia, uma paisagem, um saber, um ser...o que for. Escuridão é fonte de vida, é causa de morte, é causa do fim, é origem do inicio, inicia o nunca e termina o sempre.

Escuridão é roxo, é azul, é verde, rosa, vermelho, castanho, amarelo, branco, preto, laranja...

Escuridão é um cavalo a correr na praia ou num amplo campo. Livre! Escuridão é um tubarão a nadar graciosamente no seu reino, que é o mar. Escuridão é um lobo que uiva à luz da Lua, marca a sua presença no mundo e a sua melodia será recordada por todos os que tremeram ao som da sua alma. Sim, um lobo também tem alma, por mais selvagem que seja.

Escuridão é, também, o nascer e o pôr-do-sol, as ondas a erodir a costa, as searas de trigo a oscilar ao vento, o pelo de um gato a voar pela janela, o sal a solidificar depois de exposto a horas de calor, a lava a escorrer pela estrutura vulcânica tão bela que é um vulcão, o mar gelado a dificultar a navegação dos barcos, a terra a tremer quando uma batalha deixa as suas marcas para a eternidade, o fogo a corroer a carne e a alma das suas vitimas, o calor de um dia de verão, o gelo nórdico que cega a vista...

Escuridão dá utero à gestação de sentimentos tão puros e inocentes como o amor, o ódio, a amizade, a devoção, a fé... Quando um deles nasce encorpora uma nova parte da alma do Filho da Noite que teve a honra de o receber, de o sentir e de o poder partilhar...

E então, deste modo, escuridão é um beijo entre amantes devotos e fiéis ao pôr-do-Sol, a caricia de um pai ao ver o seu filho triunfar, o choro de uma avó que procura com desespero o pequeno neto que se perdeu, a amiga que abraça e chora a tristeza do amigo, a união calorosa de dois corpos que se desejam e duas almas que vivem de devoção uma pela outra...

Escuridão, Mãe Noite, que me abrigas em toda a tua luz. És bela e bestial. És vida, és morte. És o caminho, és a perdição. És forte, és fraca. És O nada. És O tudo. És eu. Eu Sou Tu.

Eu, Escuridão: Eu.





Muito escuro, não foi? Pois é, mas espero que as metáforas tenham sido explícitas.
Este foi um texto da alma.E assim me introduzo e mostro ao mundo o lado negro das fraldas: o cócó!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

My life..


Uns minutos me bastam para ver como funciona uma cidade.

Cada um na sua, poucos esboçam um sorriso, um simpático bom dia, ou boa tarde, andam em correria louca e com imensos trabalhos para fazer, inúmeras coisas que tornam o dia cinzento.

Trabalhos esses que ainda geram confusões quando estam quase terminados.

Esta gente triste, aborrecida e conflituosa não me traz vontade de ser como elas, aliás eu trago na minha barriga a primavera, quando todos me demonstram o Inverno.

Não, não sou a Floribella, nem Poupas Amarela, nem Rita e talvez Maria e ainda Ricardina.

Tenho um feitiozinho complicadito, a Primavera na barriga e uma mania de comer sugos.

Tenho amigos que conheçem gente. Tenho uma instituição onde estudar e de onde recebo dores de cabeça constantes.

Sou viciada na música, ela me mostra a Primavera, os raios quentes de um sol de Verão e um fresco mergulho no mar..

Sou a cavaleira andante, que procura o sol como uma andorinha.

Obrigada pelo desabafo...

Um olhar....

Que estranha que por vezes é esta vida...Estamos zangados com ela, pois achamos que só nos acontecem coisas más e que o mundo está todo contra nós. A sorte é que muitas dessas vezes olhamos uma criança e percebemos que não é bem assim, a vida é como nós a pintamos,e que essa criança por mais pequena que seja e por pouco que saiba da vida consegui fazer com que um adulto sorri-se! Um olhar vale mais que mil palavras....!!!!