segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Last post

Ora, o último post vai ser meu!

Tipo Socrates Banana a falar. (Se eu for presa é porque disse que o Socrates é um banana merdoso, repito um banana).

O ano de dois mil e sete foi dos mais loucos. Denotou-se um crescimento em cada um nós. O desemprego aumentou. Mas este foi um ano de sucessos, de encontros, de choros, de merda.

Neste período de doze meses chorei bastante, ri ainda mais e sonhei brutalmente que os meus sonhos se poderiam realizar. Stressei com provas de fogo. Abracei para não cair. Olhei o céu e senti-me pequena. Conheci as pessoas da minha vida, bebi tudo o que tinha a beber. Dancei e pulei até que os meus pés se queixassem.

Mas este 2007 já lá vai. E nós estamos de lenço na mão a despedirmo-nos dele.

2008, vai ser um ano redondinho. Segundo diz o meu horóscopo, que eu acredito sonelemente. Vai ser um ano em cheio. Cheio de viagens, de planos, de saídas, de livros para estudar e de muito bom cinema para ver. E é claro, que sempre a escrever. Porque arranhar umas letras aqui é um vício. Como se fosse um diário, de que ninguém tem conhecimento (sobre isto não tenho a certeza). É das melhores coisas para aqueles momentos em que nos custa falar, já que depois ninguém nos julga.

Feliz 2008.

Aproveitem a vida. A esperança média de vida de uma borboleta pode ser de um dia!

E você ja pensou nisto?

2007/2008

Saudações,


Ultimo post do ano!!!?? =O

Eheheheheh!

Hihihihihi!

Hihihi!

Hihi!

Hi!


h...i....


Vou fazer 1 post diferente, para variar! ^^

(Diferente para variar!...Que tautologia! Honestly, ainda escrevo!??)

Nada da saga Alfa&Omega - nada de mortes trágicas de vidas do quotidiano!!

Nada de sentimentos amorosos - nada de histórias tórridas de amor de desejo!!

Nada de revoltas profundas - nada de confissões de adolescente quase adulta! (choque agora!)


Nada de nada!

O post louco!

Porque o fim de ano é uma loucura! =)


Enfim, só desejo que tenham todos o que tiveram no ano de 2007!

Que o ano corra como 2007 e não pior!

Pois no fim de contas 2007 não foi uma tragédia: foi uma das tragédias!! xD


Tudo de fofo, de bom, de mau, de horrivel, de nojento, de bonito, de...DE! x-)

Porque cada ano é um novo ano de novas emoções!!

(Oh...eu disse que não ía escrever nada de sentimental, porra!)


BOM ANO DE 2008 PARA TODOS OS QUE LEREM ESTES TEXTOS!

(Gente de coragem, seja dito...)


Cumprimentos,

Sara ^^


P.S. - Para os que fazem parte da minha alma e sabem disso, desjo muito mais do que tudo de bom...desejo que nunca deixem de me amar e que eu nunca deixe de vos amar.

P.P.S. - Para os Outros...tudo de bom!

sábado, 29 de dezembro de 2007

Finding Nemo

Dory: No. No, you can't... STOP. Please don't go away. Please? No one's ever stuck with me for so long before. And if you leave... if you leave... I just, I remember things better with you. I do, look. P. Sherman, forty-two... forty-two... I remember it, I do. It's there, I know it is, because when I look at you, I can feel it. And-and I look at you, and I... and I'm home. Please... I don't want that to go away. I don't want to forget.

C...V...?!


Por vezes, o retorno de alguém aviva-nos a memória!
A monotonia dos dias quando se está de férias só me faz desejar que a rotina da época laboral volte!


Ao inicio, penso sempre que vou adorar este tempo ''sem fazer nada''.
Contudo, à medida que os dias vão sendo preenchidos por leiuturs desenfreada de romances de 500 páginas, jogos do miniclip na net, filmes em estreia na TV, conversas de msn...ou saídas que só servem para me encher de nervos - pois a companhia nunca segue os meus conselhos - dou comigo a ganhar 1Kg de energia acumulada desnecessária!

Enfim, as férias são isto.

Todavia, se me lembrar do tempo que passei a reencontrar-me comigo mesma e a relaxar, só posso dizer que valeu a pena O Kilo!
Mas que parvoíce! Estou aqui a queixar-me de coisas que daqui a três meses vou estar a repetir!

A vida é um ciclo vicioso do qual nunguém se apercebe!


Não quero saber!
Estou indiferente às promessas que nunca serão cumpridas!
Estou apática para quem me venha com ''ocasiões especiais''!
Estou revoltada com o espirito de natal e de ano novo...
Bah! Se for preciso o mundo mata-se e no dia de Natal beija-se, para, depois das promessas de Ano Novo, voltar a esfolar-se...

Pff...mais uma vez o parvo do ciclo vicioso!
''Que se lixe!'' - aprendi eu a dizer às vezes.
É realmente desgastante estar sempre a sofrer a dor do mundo!
Até o mais forte tem que ''deixar andar'' às vezes!

Só quero voltar a ver-vos de manhã outra vez e passar manhãs loucas todos os dias!
E lá está o CV - civlo vicioso - de novo...
Enfim, é o nosso CV, my friends!
School is coming, again!
Let's get to fight! Fight for our wills...
Our future!

One more movie that tells the truth

"When great love is rejected, Rosalee,something inside a man dies.
So all he can do is run away, where he can meet the girl he'll love second most.
- Unless...
- Unless what?
Unless you can get to himbefore he closes the book on you.
But once it's closed, it's closed.
lt's finished. lt's gone, dead.
lt's crushed. lt's beaten. lt's buried.
It is lost for all of time in a sea..."

Novo heterónimo

Olá, o meu nome é Felizarda Fernanda Fritas. E não, não sou a Sara Fritas! Parabéns, a quem conseguir ler isto, pois esta mensagem vai-se autodestruir em cerca de “coiso” segundos.

Mas, e continuando com a minha apresentação, tenho precisamente dezassete anos e dezassete dias e dezassete horas e dezassete minutos e também é de salientar os meus dezassete segundos fritos. Sou uma excelente cozinheira no que toca a fritar a vida dos outros.
E sabe(s) “porquoi”?
“Parce que” a minha vidinha não é nada de interessante. Aliás, pobre coitada de mim que assiste, com um ferrero roché, os “filmezecos” da RTP1.
Este Natal foi uma “beca” diferente… Não que tenha sido o melhor, mas também não foi o melhor.
E ainda mais importante é frisar que chorei a ver filmes, devorei livros, estive a lareira a falar com os meus tios já velhinhos e ainda que fiz de guarda fralda dos meus primos de dez anos.
Um Natal em grande, oh não. Ah, e eu fui à luta. Enviei um ovo frito das galinhas do Ti Queija com o melhor azeite, o da televisão, o galo.
Mas sabem que mais, não disseram nada sobre o ovo. Não sei onde estava com a cabeça para enviar um ovo que entre a clara e a gema sabia a “Gostava que o Pai Natal te embrulhasse com uma fitinha dourada e te enviasse a mim”.
Oh “enjoy”! Para qualquer sítio que vá o amor pressegue-me, quer seja no cinema, “Ai amor, o filme metia medo. Ainda bem que estavas lá”, quer seja nas escadas rolantes, na livraria, ou na casa de banho “Ai ele é tão fofo”.

Cá está o relato de Felizarda Fernanda Fritas. A vida dela é emocionante cheia de amor, cheia de amigos e cheia de festa.

E mais uma coisa, a gripe é das melhores conselheiras para teclar uma coisa assim.

“Credo!”

Idas e vindas

Sempre que viajo o mundo mostra-se a mim de outra maneira.
Ora, vejo um sol brilhante que me aquece o rosto. Ora, sinto o cheiro da chuva.
No início de uma viagem as perguntas são as mesmas.
-"Será que não me esqueci de nada."
-"A que horas chegaremos?"
-"Há transito?"

O início de uma viagem é o começo de uma aventura.
Uma aventura que só sabe bem quando podemos da janela do carro avistar uma paisagem invulgar.
Fotografo sem parar. Não é a mesma coisa. O brilho perde-se e a emoção vai-se.

Depois da viagem vem a chegada.
Se o lugar é desconhecido, a surpresa rende-se aos nossos pés.
Se esse é o nosso canto, sorrimos por ver as caras familiares.

A ida é igual à vinda.
Só que enquanto viajamos a vida nunca pára. Há tantas coisas para saber. Tanto para ler. Tanto para saber.

E a viagem na sabedoria nunca acaba.

É uma aventura da qual não abdico para sentir novas sensações.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Só em livros, não é?

Chove fortemente lá fora.
Estou dentro de casa e vou deixando a inspiração escapar a cada segundo que passa.

Foi embora de vez, simplesmente foi por hoje.

Nada serve para despoletar em mim uma chama de paixão devota.
Há muito que está apagada pela chuva de lá de fora, pelo gelo cá de dentro.
A casa está fria, apesar das luzes, velas e companhia.

As gotas caem umas a seguir às outras, nenhuma delas acerta no mesmo sitio que a anterior.
O reflexo das luzes nas poças de água treme a cada nova lágrima celeste.
O céu está de um amarelo escuro.
Não se avistam os contornos das nuvens.
Não se vêm as estrelas nem a Lua.

Vou na página 291 daquele romance gelado.
Caramba, homens como Ele só em livros.
Mulheres como ela...
Sou uma dessas mulheres, só que, ao contrário dela, não parti para a Antárctida numa expedição cientifica e, entretanto, não desenvolvi um sentimento de antagonia para com o homem que, no fim, me preencheria a alma, corpo e mente.
Enfim, apenas leio e finjo que sinto o que leio.
Ele beijou-a. Aquele beijo aqueceu-lhe o sangue nas veias...


Eu estou em casa, com as mãos geladas e a tentar escrever sem inspiração.
Só consigo pensar nos Seus braças fortes, apertando-me contra Si, sentindo o Seu calor, no meio daquele gelo todo e daquela brancura, os Seus olhos ensombrados, o Seu cabelo negro, a Sua face atraente, aquela coragem, capacidade de domínio, a sua escuridão e aquele sorriso tão raro…
Porém, homens como Ele só em livros, não é?

Quem não desejava viver um romance assim?
Com alguém assim?

É pena que não tenha inspiração para me responder às seguintes perguntas:
O que farei quando tiver a idade daquela protagonista?
Será que alguma vez Ele aparecerá e terá coragem de quebrar o meu gelo e tornar um momento em algo tórrido e platónico?

Rio-me de mim, pois Ele...
Estou ansiosa por saber quem Será!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Lua tu...

Lua, já viste tanto do que ando por aí a fazer.
Mesmo quando o céu é apenas das estrelas, sei que me olhas lá de cima.
Estás comigo e com a minha melodia enquanto caminho só pelas ruas da cidade à noite.
Tal como tu caminho sozinha esta estrada de obstáculos.
Tanto nos escondemos, como mostramos um pouco de nós, como, por vezes, nos mostramos por inteiro.
Mas ninguém chega a ver a nossa face oculta, por mais que tentem.
Essa vai sendo revelada, ao longo do tempo, pouco a pouco, descoberta a descoberta...


Lua, és laranja, roxa, azul, vermelha...
És tal como te vejo, quando te olho.
Rodeada de estrelas, protegida pela Terra, pelo Sol, pelos outros planetas e pelas outras luas.
Não estás realmente só.
Eu também não estou realmente só.



Caminhemos juntas.
Olha por mim aí de cima e não me deixes faltar a razão quando ela deve estar presente.
Observa-me das alturas e não me deixes faltar o coração para quem o merece.
Compreende-me quando erro, me deixo ir e acabo por me trair.
Brilha por mi quando triunfo, me deixo ir e acabo por me honrar.
Aprendamos juntas, amemos juntas, soframos juntas, choramos juntas, cantemos juntas e espalhemos a nossa melodia em todo o sistema solar.
Caminhemos juntas...

Solidão

A solidão é como todas as outras coisas que exitem no mundo, que devem ser usadas com moderação.
Muitas pessoas precisam de estar sozinhas como necessitam do ar que respiram.
Sem regras. Sem formalidades. De pijama. Sem maquilhagem.
Ponho tudo em ordem.
Somos nós sem preconceitos.

Mas no final de tudo, também sabe bem estar com alguém que nos procura, a olhar as estrelas e todas as luzes que a noite nos tem para mostrar.
As pessoas precisam de relatar o seu dia.


Afinal, sabe tão bem vir cá e contar uma história que seja vossa, nossa ou então de outro alguém.

Sem julgamentos.

O dia está escuro, as luzes acendem-se para mim.

Termino o teu livro.

Nunca mais adies. Nunca mais deixes que representem por ti. Sê tu o actor da tua vida.
Não há receitas.
Apenas moderação.
Apenas duvidar, criticar e determinar.
Todos as dificuldades surgem para saltares e cresceres.
Não importa a altura do BI.
Usa a tua impressão digital e procura a felicidade como aqueles que procuraram pelos sonhos.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Alfa & Omega: Nunca mais!

Esta é mais uma noite de tantas outras, estou farta!
Queria tanto que estivesses aqui, ao pé de mim, a jantar esta comida que todos os dias faço com tanto amor e dedicação.
Mas nada.
Nunca estás cá e, quando chegas, já é tarde, já eu estou deitada a tentar acalmar os nervos.
Acabo por desistir de esperar pela refeição a dois e vou deitar-me.
Contudo, o relógio não me deixa sozinha, os nervos e os maus pensamentos não me largam um segundo.
Primeiro começo por ver que já são 21h da noite e tu não apareces.
Depois, vejo que já são 22,14h e nem sinal de ti.
Por fim, depois de olhar tantas vezes e voltar a olhar até ter uma valente dor de cabeça, acabo por me render à 1,23h na manhã.
Dirijo-me ao nosso quarto.
Repito uma série de rituais femininos, tais como escovar o cabelo 100 vezes antes de dormir, por creme hidratante na pele, olhar-me ao espelho e ver como os anos já pesam...
Estes anos todos e nunca me deste uma noite diferente da anterior.
Todos os dias chegas tarde, tão tarde.
Porquê?
Sou assim tão mau porto de abrigo para repousares o teu cansaço?
Sou assim tão má na cama para já não demonstrares desejo por mim?
Mas porquê? Fui eu a mulher com quem te casas-te há tanto tempo, continuo a mesma!
Somente tu mudaste...
Quando nos casámos não eras assim.
Eras atencioso e tudo mais pelo que me apaixonei há tanto tempo.
Ainda estou apaixonada, lá está a questão que me faz estar aqui à tua espera todas as noites.
Só que tu não dás valor.
Terás alguma amante?
Apaixonaste-te por outra pessoa?
Agora choro.
Choro por pensar que, com o avançar dos anos, tenhas olhado para mim e tenhas percebido que as mulheres não conservam a sua juventude física para sempre.
Amante?...Talvez uma jeitosa jovem, não? Destes lados já não levas nada "jovem" é?
Não te esqueças é que essa que podes andar a comer agora também vai deixar cair os dentes um dia!
Oh, não posso deixar esta raiva tomar conta de mim.
Não vou chorar mais por ti.
Queres assim, assim terás!
Alias...não queres.
Então, não terás mais!

Eram 3,48h da manhã.
Ele chegou a casa e tentou não fazer barulho a abrir a porta de casa.
Entrou.
Dirigiu-se à cozinha e reparou no molho seco dos bifinhos de peru e na salada já mole em cima da mesa de jantar.
Foi abrir o frigorífico e descobriu uma garrafa de água fresca.
Bebeu-a de penalty.
O raio da rapariga tinha-o deixado em brasa, tanto que podia jurar ser capaz de a devorar aqui e agora outra vez.
Deixou-se desses pensamentos e passou ao quarto, onde a velha estava já a dormir e já tinha aquecido a cama.
Abriu a porta...

Eram 5,01h da manhã e já a corda ensanguentada estava num saco de provas da polícia.
Meia hora depois, sem que nenhum inspector desse conta, ouve-se um tiro.
Um tiro de arrependimento, de reconhecimento, de vergonha, de culpa...

domingo, 16 de dezembro de 2007

A walk to remember

Quase todos os sábados à noite assisto os filmes que a RTP1 tem para nos oferecer.
Mas mais uma vez a Radio e Televisão de Portugal repetiu o filme.
Já o tinha assistido mais que uma vez.
E mais uma vez me emocionei.
O filme de que falo intitula-se de "A walk to remember".
A estória remete-nos para uma película sobre adolescentes.
Na primeira vez que li a sinopse pensei que não valia a pena vê-lo, mas por sorte do destino. Nenhum dos outros filmes que estava a dar me agradava e então, deixei-me ficar a assistir.

Apesar de ser uma típica estória em que protagonistas diferentes se apaixonam. Esta demonstra-nos o poder da fé e a determinação.
E se forem sensiveis como eu aconselho uns lencinhos papel, pois o filme é de romance/drama.

E mais não digo.

Trailer:



A banda sonora é fantástica.

Tem deliciosos promenores.

Para hoje temos:
«CITY OF ANGELS» - Drama
RTP1, 23:45h

Reserve o seu lugar no sofá mais próximo de si, na companhia de uma manta/cobertor e na presença de uma bebida quente.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Buried alive!

I almost buried myself alive
Because I thought I was unbreakable,
But in the end I'm composed of weakness.
I'm guided by my own darkness,
Your light is like a disease to me,
This fragille one
Which used to consume my emotions
And burnt them with no pity...
Although have made part of me,
You're flying into my past
In order to perpetuate you sweet memory
And to free my soul...


I still have time to change the world,
So I'll do it without you.
I've come to the conclusion that I haven't been caring
I didn't care about me for so long!
I'd die and wouldn't even notice that happening...


A new Era has dawned for me.
Now, I'm my own mistress and comander.
My future isn't dreamt about you, anymore.
You're not intrinsic to me, anymore.
I've learnt not to live with ilusions,
I've architected my plan, finally,
And you made no part of it, no more.


I fought my own inner battle
And slaughetered this infactuation alive!
I won the war,
I buried the Dead and left it on the ground,
Dead, you don't even noticed this happening...
Forget my soul,
Forget my symphony.

Goodbye,

Amen.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Foste, mas eu fui sorrindo...

Foste para longe...
Estás longe de mim neste momento e apenas tive oportunidade de te dar um beijo de despedida na face...
Presenteaste-me com mais uns metros de companhia quando eu tivera virado as costas, depois da hora do adeus...
Sorri, sorri fisicamente e mentalmente...
Mas não articulei nenhuma palavra esperando que me perguntasses novamente como vou indo, para onde vou, que vou fazer...
E, como sempre, a tua magia surpreendeu-me...
Quando esperava que o nosso caminho se mantivesse num silêncio de morte, a tua voz inundou a minha alma, mais uma vez...
De repente, como que por um acesso de consciência, senti-me voar, senti-me acalmar, senti-me maravilhosamente...
Eu sorri, só consegui sorrir...
Se falasse nada diria e apenas perturbaria a perfeição da tua melodia natural, da tua presença subtil, do teu encantamento de charme...

Adeus, volta depressa para mim...
Lembra-te de mim, por favor...
Eu lembro-me de ti a todo o instante...
Para ti canto as notas da minha doce sinfonia da alma...

E segui sozinha o resto do caminho até casa...
Sorrindo...

Obrigada

Peço desculpa, por não ter estado no meu melhor nos últimos tempos.



"Agora sim, a rapariga que eu conheço está a reagir!" Foi bom ouvir.


"Go get them, tiger!"


Gostei do nosso dia. Foi importante falar até ficar sem voz. Finalmente, resolvi-me.


Menos bom foi o final. Pedi a Deus que te devolvesse a nós, sã e salva.

Vocês são o meu porto de abrigo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

My day

Por vezes, para esconder as lágrimas e os olhos brilhantes faço as minhas palhaçadas.
Inconstante por natureza, sempre com opiniões contrárias. Sou assim totalmente diferente dos outros.
Não gosto de me dar a conhecer. Não gosto de mudanças nem de decisões.
Não tenho jeito para decidir.
E isso, nota-se na minha vida.

Todos temos as nossas dúvidas sobre os próximos passos da nossa vida.
Eu erro em alguns o que é normal.
Mas não consigo desfaze-los.
Todos nós não sabemos o momento em que estamos prontos para voar.
Mas sentimos quando esse momento está próximo.

Escrevo pela calada da noite. Batendo nas teclas de modo silencioso.
Conto que o meu dia foi cheio. Desde o acordar assombrado pelos fantasmas do meu sonho.
Não gosto de encarar o sol demanhã. Gosto de afogar as mágoas com o livro de português.
Os pesadelos voltam e os meus olhos brilham.
Tu percebes mas não falas. Já sabes que não responderei e abraças-me com o silêncio que me enxuga as lágrimas.
No final do dia eu sou vulnerável. No final do dia, eu preciso de desabafar.
Conto-te que nunca fui destemida no amor.

No final do dia eu escrevo através de lágrimas que caiem no teclado.

Um dia eu voltarei a ser, quem sou, sem medo de errar novamente.

No final do dia, eu espero poder escrever sem ser julgada se a conjunção que escolhi foi a correcta.

No final do dia eu só quero ser aquela pedra lisa e espalmada que faz peixinhos na àgua.

Por vezes, temos de nos aguentar com todas as forças.
Com toda a fé.
No final eu só quero ser anónima e poder voar, sem rumo sem destino.

Gosto de pensar que os meus dois portos de abrigo, me aconchegam e com o balanço do mar, me fazem sonhar.
" O mundo está louco."

Natal. Natal. Natal. A palavra Natal ecoa na minha cabeça.

Ouve-se por todo o lado:
-"Boas festas!"

Recebem-se presentes e eu tento contrariar toda a minha atitude de criança, para não abrir os presentes.

Sinto-me nostálgica. Esta época do ano para a maioria das pessoas é mais comercial do que festiva.

Para mim o Natal é constituído de várias sensações, imagens e sons.

Recordo todos os outros Natais que já passaram. Lembro-me de toda a família, das saídas com os amigos, dos abraços apertados, das surpresas e de todo aquele clima relaxado sem grandes stresses.

Fico emotiva quando tenho a sensação de que alguém parte da minha aldeiazinha.
A minha aldeiazinha é uma terra onde todos nos pertencemos.
A minha aldeiazinha é o meu coração.

Hoje sinto-me com vontade de virar as costas ao mundo.
Sorrio.
Gozo.

As férias estão a bater à minha porta.
Deixa-me recebe-las como se fossem o prémio merecido.
O descanso da guerreira.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Hoje é dia de voar contra tudo e todos...


Como uma criança que deseja um brinquedo.

Eu desejo que o Pai Natal me envie pela chaminé com uma fitinha. O que o meu consciente e razão me têm negado.

Não te desejo com todas as forças exteriores ao meu coração.

Só há duas coisas que me demonstram a verdade, os meus olhos e sorriso.

Os meus olhos que saltitam para te ver.

E o meu sorriso quando estás por perto.

É impossível.

Sinto-te como antes.

Consigo reconhecer o teu cheiro.

Guardo-te em segredo.

Apesar de a razão negar.

Não vou esperar que te vás para poder voar.

Sem adiamentos.

Sem medos.

Hoje é dia de voar.


Hoje é dia de reconhecer que te amo e sempre amei e que isto não mudará por mais que eu queira.


Irei voar contigo no coração.


Por ti, por mim.


Eu não sofro, já me habituei.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

O amor...

Iam os dois sozinhos.
Ela não falava e o coração dele batia como um tambor.
Estava inseguro com o seu silêncio.
Enquanto caminhavam ele ia arquitectando o próximo passo.
No entanto, era-lhe impossivel prever o que quer que fosse.
Ela era a sua incógnita, imprevisível e misteriosa.
Era assim que a queria, mas tal espirito deixava-o atormentado.
Todavia, enquanto a Lua se ia escondendo por detrás das núvens, ele ganhou coragem.
Parou.
Ela continuou a andar até se dar conta de que ele ficara para trás.
Ela voltou-se e olhou-o nos olhos, profundamente.
Ele admirou-a no seu todo, iluminada pela luz das estrelas.
Avançou.
À medida que os seus passos o levavam mais perto dela, ele tremia por dentro.
Atirou toda essa insegurança para trás das costas e envolveu-a.
Ternamente, aconchegou-a nos seus braços e deu-lhe um beijo na face.
Ela não se moveu, nem expressou qualquer reacção.
Apenas se deixou ficar ali, silenciosa e imóvel.
Ele não precisava de palavras para saber que ela percebera.
Ela não precisava de mais gestos para ouvir os seus pensamentos.

Ambos sentiam-no.
Nenhum o previra.
Ambos se surpreenderam.
Nenhum o pensara.
Ambos o queriam.
Nenhum o negava.
Ambos o guardavam...

O amor...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Não podes existir!

Porque não gostas tanto de mim como eu gosto de ti?
A tua companhia, o teu olhar atento sobre mim, o teu gesto de compaixão, o teu riso brincalão, o teu gozo maroto quando faço asneiras, a tua atitude meiga, a tua euforia momentânea...
Porque me tens que afectar desta forma?
Porque me és uma necessidade?
Só quero saber porque não vivo sem te olhar e sem que me olhes?...

Sei que me adoras tanto, sabes que faço o mesmo...
Mas sei que nunca me vais amar tanto como eu a ti!
Eu que te vigio de perto e de longe.
Eu que te sinto a falta estando contigo ou sem ti.
Eu que penso em ti agora e mais logo.
Eu que te desejo quando te toco e quando desapareces de mim.

És como água a passar pelos buracos de uma rede.
Passas facilmente sem que eu consiga reter qualquer pedaço mais significativo de ti.
Sou como uma rede cheia de imperfeições, cheia de buracos onde falta o preenchimento que requeres.
Não te preencho como queria.
Mas tu preenches-me, tu disfarças as minhas imperfeições e completas a minha imperfeição com a tua dimensão divina.

Maldição que és!
Dádiva que me dás!
Dor atroz que me consome!
Prazer que és!

Tens magia, sim.
És fascinante no teu mistério e subtileza.
És um encantamento vivo de um livro de magos há muito perdido.
Não podes existir, és demais para a compreensão da mente humana.
És produto do divino no qual eu não acredito...
Não acredito em ti...

És tudo em mim,
És coração, alma, razão, carne!
Não acredito na tua existência,
Essa que me faz viver a mim!
Não acredito que possas Ser...
Não Sou!

domingo, 9 de dezembro de 2007

Alfa & Omega: Loucura da noite

Sou o Victor e sou barman!
Tou mais uma vez ao serviço na night de Lisboa, nas Docas!
Todos os dias é sempre a mesma cena, tudo fixe, só malta a entrar a curtir e a ir embora passadas 14 horas com um soco na cara.
São assim as noites!
Esta gente vem quase todos os dias explorar o estabelecimento, fumar umas ali ao canto, ao pé das geleiras, meter uns pills nos copos das gajas e dançar até morrer no meio da pista.
Tantos me passam pelos olhos, não decoro um único rosto, são todos tão iguais à noite.
As gajas são artificiais, cheias de pintura pa disfarçar o que não tem remédio, e os gajos uns bacanos, que não o são sequer.
E eu vou servindo shot atrás de shot, uns a queimar pós armados em bons, uns simples para os experientes.
E há os tímidos que se ficam pela célebre 7-Up!

Gosto é quando chega a hora do meu solo!
Isto é, quando chega a hora de mostrar as minhas habilidades a encher copos de misturas alienígenas, que ninguém se preocupa em averiguar se são mijo outra cena qualquer!
Só quando bebem é que se lixam todos.
Não que seja mijo, claro!
Mas é porque muitos querem é mostrar que estão a sorver do produto do melhor barman das redondezas e acabam por encher a boca de cenas que não gostam!
Adoro quando cospem tudo fora, feitos idiotas!
É pena é o meu trabalho a ir todo pela pia abaixo, mas enfim, faz-se outro!

Há alturas em que a malta está toda no centro da pista a mostrar que dança.
Pelo menos alguns!
Há muitos que se divertem a agitar os copos ao som do beat!
E depois há as gajas que levam aquelas saias curtas só para engatar.
Já as conheço...E a eles também...
Vai tudo para a retrete em seguida...despachar o serviço!
Finjo que nem sei de nada, o meu dever é só servir bebidas!

Mas cá estou eu mais uma night a fazer o que sei de melhor!
Mas tipo, de repente no meio de tanta confusão de luz, som e odores, vejo uns tipos de mau aspecto a entrar pelas portas a dentro...
Caraças!!
Meu, mas que é esta merda?!
Fonix, os gajos tão aos tiros à multidão!!

Enquanto tento ver se agarro no telefone para ligar à polícia, tropeço numa gaja já cadáver!
Merda, tou lixado!
Os gajos viram-me a pegar no telefone, caraças!
Eles viram-me meu!
...

Agarro-me à vida com todas as forças, enquanto uma enfermeira gira me aperta a barriga.
Que raio! Ela está com uma cara de enterro...
Se calhar até é com razão.

Aii! Merda!!
Que dor!
Mas afinal o que é que eu tenho?!
Fogo! Tava a sonhar acordado ou quê?!
O Bar está todo lixado e eu tenho as entranhas quase de fora!!
Os tipos esfaquearam-me ou quê?!
Não me lembro de nada...


Só me lembro de olhar para o rosto daquela mulher que chorava.
Depois adormeci.
Ela chorava, chorava porque não tinha conseguido salvar esta vida...

A árvore da vida


Combinaram encontrar-se num café.
Ele já lá estava sentado na mesa ao pé da porta.
Estava nervoso e não paráva de mexer com a colher na chavena.
A perna tremia.
Eu assistia a isto, com a minha mania da espionagem.
A mulher vinha pela calçada com uma lágrima no olho.
Sentou.
-"E então?"
-"Deu positivo."
Ele abraçou-a e passou a sua mão pela barriga da mulher.
E gritou: "Eu vou ser pai!".

O natal é mesmo assim, cheio de milagres e de emoções.

Em círculos


Um círculo é uma circunferência cheia.

Odeio jantares em casa de familiares que não são os meus.

-"Tens que ir. Eles também são a tua família."

A família é quem abraçamos e ficamos sem folgo.

Quem pergunta pela nossa vida e até nos chateia a cabeça.

É aquela que sabe os nossos gostos.

É aquela que se lembra de nós e do nosso nome.

A quem chamamos pelo parentesco.

Família é um conjunto de pessoas que se conhecem que usam os diminutivos dos nomes.

Adoro jantares com a minha família que está longe e não com esta que só vejo porque sou obrigada.

Andamos todos em círculos, dizemos que não, mas voltamos a cair na mesma esparrela.

Há quem ande in love.

Há quem guarde segredos.

Há quem pense nas prendas de Natal.

Há quem ande a combinar a ceia de Natal.

E todos pensamos nas férias.

Andamos todos em círculos, no final só queremos férias e amor.

Este Natal eu quero a minha família verdadeira e os meus amigos perto de mim.

Os nossos círculos interseccionarão e darão paz, fé e amor.

Hoje voltei a sonhar contigo, não eras meu.
Sonhei contigo noutra época.
Sonhei que eras tu e eu.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Tenho medo...

Amo-te...

Tenho receio...
Tenho medo deste amor.

Tenho medo...
Tenho muito medo que te vás embora,
Que deixes de me amar.

Tenho tanto medo...
De deixar que te afastes algum dia.
Não te quero perder por nada,
Quero-te aqui a meu lado, sempre.

Tenho tanto receio...
Não quero que toques em mais ninguém sem que eu veja,
Sem que eu esteja lá para ver.
Quero ver que toque é esse,
Se traz mais emoção que aquele com que me presenteias.

Tenho muito receio...
Gosto de olhar para ti e apreciar cada gesto,
De avaliar cada olhar que diriges para outros lados.
Quero saber tudo o que pensas sobre o que te rodeia,
Sobre os teus sentimentos e onde estás ou o que fazes.
Anseio por poder dar-te apenas um mero carinho.

Tenho tanto receio...
Nunca suporto quando simplesmente não te encontro,
Por mais que te procure não te encontro.
Odeio ter que sofrer tanta dor por apenas não te ver à minha frente,
Detesto não poder controlar quando estás com mais alguém e não comigo.
Corroi a minha alma ter que ficar só a observar.
Seres intocável e exemplo de beleza pura aumenta mais o meu desejo por ti.

Tenho medo...
Tenho receio de ter tanto medo.
Ter tanto receio do que te envolve,
Qualquer que sseja a seda tecida com o maior carinho!
Quero-te,
E não te possuir mata-me e distorce-me a razão.
Amar-te enlouquece-me os pensamentos,
Faz-me viver...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Alfa & Omega: Sou a porta de transição para o resto

Caminho em direcção à entrada, mais uma vez.
Hoje foi uma viúva, já de há muitos anos, que até ao fim dos seus dias amou o seu marido incondicionalmente, segundo comentavam os familiares.
Estes estão todos de negro, de lenços na mão e lágrimas nas faces.
Enquanto espero para enterrar o seu caixão na cova profunda, penso:
como foi ela capaz de aguentar tantos anos longe de quem mais amava?
Sim, porque sei que muitos dos que choram aqui neste momento nunca lhe foram queridos ou fizeram alguma coisa para aliviar a dor.
Já sei como são as famílias, a hipocrisia e o interesse...

Parado, com a pá na mão, observo como, mesmo jazendo sem vida, o seu rosto conserva a expressão de saudade e dedicação.
Será que ele também está enterrado aqui? - Penso.

Costumo perguntar-me muitas vezes se os que partem estarão à nossa espera do outro lado...
Será que esta mulher vai reencontrar o marido e voltar a abraçá-lo? - Pergunto-me.
Como eu gostava que isso fosse verdade...
Como eu quero que isso se concretize...

O caixão foi fechado, agora é colocado na fossa enquanto eu vou atirando a terra que vai preenchendo o espaço lá dentro.
Velhas choram, homens fumam, crianças berram e brincam por entre as campas e eu vejo-os lançarem um último olhar à última morada da viúva.
Se sentem alguma saudade não sei dizer, mas sei que se afastam a passo lento, enquanto a conversa vai convergindo para a banalidade da temperatura e do desemprego.

Cá estou eu olhando a campa de alguém que não conheci e da qual apenas posso fazer especulações.
Tal como todos os corpos que enterro, sejam eles inteiros, belos, fragmentos ou desfigurações, todos tiveram uma alma, todos viveram uma história todos amaram ou odiaram.
No fundo, todos foram alguém que aprendeu e cometeu erros.

À medida que admiro a grandiosidade do cemitério e prendo o olhar em cada campa, dou conta de que gostava de conhecer todos os seus hóspedes.
Sim, porque são hóspedes, não habitam lá, apenas por lá passam, a alma, essa está muito distante já.

Sou um coveiro, que um dia algum outro coveiro enterrará.
Não tenho família.
Vivo numa pequena casa encostada ao cemitério e falo todas as noites com as almas que enterro.
Elas dizem-me que a morte é apenas uma transição, o resto é...o resto!
Mas não acredito nelas.
Não acredito.
Sou a porta de transição entre a morte e o resto...Enterro os que amaram e amam para sempre.
Tal como eles amei.
Amei e enterrei quem amei.
Amo, ainda.
Por isso, finalmente, entendo como a viúva que enterrei hoje aguentou.

Amo...
E isso faz-me viver.

Só gostava de ser a melhor maçã do pomar...

Como um caracol, que quando tem medo se esconde.

Não estou pronta para voar outra vez.

Não hoje.



Os campos estão cheios de fruta e ninguém a colheu.

Fruta merecida, fruta de trabalho.



Há dias em que a fruta está podre e a ignoramos.

Não lhe damos o devido valor.

Ela cresceu, ela amadureceu.

No final já não é boa, é podre.



Quando sentimos que fracassámos em tudo, só nos resta fechar os olhos.

Este é o segredo para não chorarmos.



Não sou maçã, nem fruta boa do pomar.

Sou uma amora selvagem, cheia de defeitos, sem jeito, sem vontade de ser quem sou e com os olhos fechados.



No final do dia, só queremos abrir os olhos e ver como é bonita a noite solitária.



Desculpa,



Tenho as asas presas, não consigo.




Boa sorte!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Vivo...

Hoje choro...
Choro porque estou triste, demasiado triste.
De um momento para o outro as coisas ganham uma nova perspectiva.
Estou farta de ter que pensar em tudo, em todos...
Quem pensa em mim?
Alguém o faz?
Há alguém que se preocupe se hoje vou sorrir ou vou chorar?
Haverá...

Estou farta e cansada de cumprir regras e normas.
Ter horários e ter que ser agradável para as pessoas.
Gosto de ser assim, de me guiar pela razão e deixar o coração para os que merecem.
Mas, por vezes, é dificil admitir que até os que mecerem devem ser geridos pela razão...
Quem me dera poder dar-me a um deles, deixar que um deles cuide de mim e me deixe descançar...
Quero tanto descançar deste fardo de sofrer a dor dos outros, estar sempre a pensar em justiça e em querer ser sempre correcta e perfeita em tudo o que faço!

Dedico-me de alma a tudo o que faço.
Tudo tem que ficar bem feito...
Porque...Porque quero deixar a minha marca no mundo!
Quero que as lembranças dos meus feitos me perpectuem para além da minha hora.
Quero que me ajudem a levantar quando caio.
Não quero ter que me levantar sempre sozinha!
Não quero que me digam o que eu já sei, mas sim que metam mais desafios na frente!
Quero palavras de encorajamento, não de derrota!
Dar-vos-ei a minha vitória no fim...

Amanhã vou sorrir! Já decidi.
Vou sorrir porque amo a vida!
Vou sorrir porque uma melodia vive me mim...
Uma melodia da alma que é melhorada dia após dia...
Melhorada pelas mãos do que vivo...
Vivo...

If I die tomorrow I'll be alright, because I believe after I'm gone the spirit carries on...

Untitled(1)

O cansaço acumulado pesa na minha capa.
Horas a mais de volta sobre a papelada.
Horas a menos sonhadas.
A minha vida está um pequeno caus.
Escondo-me para não sofrer.
Sou um nó num grande novelo.
Já nem consigo interligar as coisas cá dentro.
Por vezes preciso de tempo para fitar o céu.
Preciso de tempo para observar a noite.
Adormecer a contar as estrelas e não os carneirinhos.
Preciso de sentir o cheiro do ar.
Abraçar a brisa marítima.
Sorrir quando o sol me aconchega com os seus raios.
Preciso de tempo.
Preciso de mais tempo.
A casa tem de proseguir com limpezas e arrumações.
Cansa-me viver sem um plano.

Hoje sinto-me a boiar, sem nada resolvido, sem nada feito e com tudo o resto por fazer.

Por vezes custa encarar o sol de frente e por isso eu prefiro a noite.

Continuo a sonhar, apesar de às vezes sofrer.

Sonhar é o que me faz viver.

Sonhar é viver estando a dormir.
É ser quem sou de realidade, sem ressentimentos, sem vergonhas nem medos.
Sonhar é ser livre.

Hoje eu preciso de sonhar.

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Por enquanto, não consigo refazer certas coisas sem me lembrar
do passado. Sofro. Preciso de tempo para me curar. Preciso de
tempo para a ferida fechar.

Sonhar é sorrir com os olhos.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Alfa & Omega: Aquele menino, chorando...

Saía de casa todos os dias e enfrentava o mundo.
Dizia Bom Dia! a toda a gente conhecida, sorria para os desconhecidos com caras amigáveis e passava pelos outros.
Metia-me no carro e percorria as ruas da vila até chegar à auto-estrada.
Cumpria sempre as regras do código da estrada, dava sempre prioridade aos outros, mesmo que tivesse que ficar à espera mais tempo.
Nunca fui de pressas nem de carregar no acelerador, parava sempre ao sinal laranja e nas passadeiras.
O meu filho sempre foi na cadeirinha de bebé, quando o era, e mais tarde ia sempre com o cinto posto.
Nunca bebi antes de conduzir e tentei sempre não conduzir até muito tarde.
Quando chegava ao trabalho, punha o meu melhor sorriso - o meu - e lá me dirigia para aquele balcão de atendimento ao cidadão.
Aí ficava desde as 9h da manhã até às 19h, apenas parava para almoçar.
Enquanto cumpria as minhas tarefas, tentava sempre ser justa e atenciosa para com as pessoas.
Por vezes era difícil, pois a vida nem sempre corre bem e uns acabam por descarregar em cima dos outros...

Contudo, sempre soube que tivera nascido para ser simpática e ajudar os outros.
Quando regressava, pensava em ficar com o carro ao pé de casa, mas dirigia-me logo ao primeiro lugar vago que encontrasse.
Abria a porta do andar e corria para o meu filho, abraçava-o e dizia que o amava muito.
Jantávamos juntos, falávamos das experiências que tivéramos ao longo do dia e riamos ou chorávamos, conforme o tema das notícias do jornal das 20h.
Em seguida, como ele já tinha feito os trabalhos de casa, íamo-nos sentar no sofá, ou no chão, e cantávamos, tocávamos, pois ele tem muito talento para a música, ao mesmo tempo que debatíamos temas filosóficos ou fazíamos jogos lógicos um com o outro.
Depois, quando chegavam as 23h, ele ia-se deitar, pois no dia a seguir a rotina seria a mesma.
Eu dirigia-me com ele ao seu quarto e, antes de dizer Boa Noite! Amo-te filho... nomeávamos as nossas constelações favoritas ou, caso não as pudéssemos ver, apreciávamos em silêncio a vida nocturna da zona.
Ele deitava-se, eu apagava a luz e ficava a escutar à porta durante tempo incontável, ouvindo a sua respiração calma e o seu revolver dentro dos lençóis.

De seguida, era tempo de eu própria ir descansar.
Aqui repetia o ritual que tivera feito com o meu filho, mas de forma diferente.
Todos os dias derramava lágrimas infinitas pela Estrela do meu Amor.
Todos os dias sentia uma saudade eterna daquele homem perfeito que me amava tanto e ao filho que lhe tivera dado.
Todas as noites sentia a sua falta a meu lado, para me abraçar, acolher no seu calor e murmurar que tudo iria ficar bem...
Mas ele partira, sem uma palavra sequer, sem que pudesse dizer mais uma vez Amo-te, meu Amor! ou Adeus... ...
Partira numa noite de nevoeiro serrado, a meu lado.
Partira com um longo suspiro inaudível, a meu lado.
Partira para a vida eterna que merece, a meu lado.

Ele partiu, mas eu fiquei mais o meu filho.
Porque ele é uma alma musical que tem um futuro pela frente e eu só quero que ele se realize.
Sinto que fora essa a minha única tarefa, depois de perder o Amor da minha vida.

Meu filho!...
Traí a minha única tarefa! Porquê?!

Um dia, acordara estonteada de um sonho com o meu Amor.
Estava tão abalada que me esqueci de dizer Amo-te, meu filho! antes de sair de casa nessa manhã.
Estava tão ansiosa que passei o sinal laranja.
Estava tão preocupada que estive distraída no emprego o dia todo.
Estava tão constrangida que fiz uma ultrapassagem indevida.
Estava tão mal que dei por mim às voltas pela cidade, sem rumo, até altas horas da noite.
Estava tão absorta que não dei conta quando aquele camião do lixo se atravessou na minha frente...

Estava já ao pé do meu Amor quando me olhava lá do alto e apenas pensava que nunca mais voltaria a olhar as estrelas com o meu filho, nunca mais sentiria o seu cheiro, nunca mais ouviria a sua voz, nunca mais tocaria com ele, nunca mais falaria com ele, nunca mais o poderia proteger e ajudar...

Aquele menino, sem jantar, sozinho em casa às 02,23h, sem saber onde a mãe estava, às escuras no quarto com a guitarra na mão, chorando, olhando a constelação que a mãe mais gostava...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Alfa & Omega: A sua estrela

Suspiros...
Está só. Consigo sentir que sim.
Suspira enquanto olha as estrelas, estou certo disso.
Lembro-me de quando me diz para a acompanhar enquanto as conta.
Sim, ela conta-as. Mas são tantas, tão infinitas como o brilho dos seus olhos...

O corredor é frio, sinto falta do seu abraço quente e aconchegante.
Espreito pela porta entreaberta.
Sim, adivinhei.
Não! Soube...Simplesmente soube...

Lá está ela, perfeita à luz da Lua...
Imagem bonita, espantosa, suave.
As formas bem recortadas no chão.
O perfil rivaliza com as manchas da Lua, linda que é...
Lembra-me quando a observo a dormir, a sonhar.
Recordo-me de a ver dormir, vezes incontáveis.
E nessas alturas, tão serena que está, apenas a olho e sento os seus pensamentos como se fossem meus...

Fecho a porta devagar.
Não quero estragar os seus momentos de inspiração.
Sei que depois de observar o luar e o manto negro do céu, virá para mim.
Aí sim, o produto da inspiração é revelado sob a forma de suaves notas musicais...
A sua voz...
A sua voz que canta para mim, a sua mão que toca a minha...
Os seus lábios que me beijam...

Retiro-me do seu local sagrado.
Vou caminhando pelo corredor, desço as escadas e saio de casa.
Daqui vejo-a a observar o infinito...
Pena que não se dá conta do infinito que ela própria é para mim...

Aqui fico a observar o Cosmos.
Ela já se retirou...
Oiço...
A sua voz fascinante, a sua melodia tocante.
Espera-me em silêncio.

Volto a espreitar pela porta entreaberta.
Desta vez a Lua ilumina a sua silhueta enquanto esta repousa na cama...
Desejo juntar-me a ela, apenas.
Mas fico a observar, uma dádiva...
Enquanto sonha, sem se mover, um sorriso aparece na sua face emoldurada pelos seus cabelos.
Tão...
Subtil e encantante...

Fico aqui...
Fico a olhar, simplesmente.
Espero pela manhã...
Espero que os raios do Sol venham e a acordem, calmamente.
Anseio pelo seu sorriso terno...
Anseio por ve-la abrir os olhos esmeralda.
Porque de manhã irá convidar-me a juntar-se-lhe...

E à luz da manhã ela será minha...
Para à luz da noite se ir embora de mim...
Uma e outra vez...
E outra vez...
Num ciclo vicioso...
No qual a sua alma é minha...
Mas longínqua...
Como a sua estrela...

Sem regras, sem horários, sem planos...


Hoje não estou com paciência para fazer relatórios sobre disciplinas.
Hoje estou sem vontade de seguir o protocolo.
Hoje e sempre nunca fui muito de regras.

Apenas respeito a minha intimidade.
Apenas preservo alguns segredos.
Apenas respondo ao que quero. E quando alguém entra na minha intimidade. Não respondo.

Não falo quando tenho medo.
Não falo quando as lágrimas correm.
Não falo porque não quero que o saibam.

Sou capaz de ouvir a mesma música umas cem vezes.
Sou capaz de atar os meus ténis.
Sou capaz de olhar o arco-íris.

Quero ser capaz de seguir o meu sonho.
Quero ser capaz de ter jeito para o desporto.
Quero ser capaz de estar presente em todos os momentos da vida das pessoas que me rodeiam.

Por vezes gostava de ser comum, passar despercebida pela multidão.
Por vezes gostava de ser conhecida, e ter mundos e fundos aos meus pés.
Por vezes gostava de ser como sou.

Tenho os melhores amigos.
Tenho a melhor vida.
Tenho a vontade de ser livre.

Sonho com um prado.
Sonho contigo, com ele, com ela, convosco e connosco.
Sonho principalmente de dia.

Quando os outros vivem, eu ainda durmo.
Quando os outros se levantam, eu ainda sonho.

Ás vezes acordo tarde mais.

Mas para isso eu programo o meu dia, para não ficar para trás.
Mas nem sempre chego a onde quero.
Mas luto e nunca largo o osso, até achar que está na altura de desistir.

Por vezes choro.
Por vezes rio.
Por vezes sonho.

A casa está fria.
A casa está desarrumada.
A casa vai estar assim sem rumo durante o tempo que ela quiser.
A casa não vai seguir os seus planos.
Ela não vai ter dias, horas, segundos mas momentos.
A casa está vazia.
A casa vai flutuar ao sabor do vento.
Esta só quer dormir, enquanto os outros se levantam.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Biografia


Porquê que todas as estórias começam com "Era uma vez..."


Porquê?


Porquê?


Porquê?


Bem nem todas. A minha, por exemplo, não começa com "Era uma vez".


Também é verdade que não sei como começa.


Se a minha vida fosse um livro, na contra-capa estaria algo como:


"Não se espera grandes aventuras, mas elas existem.


Não se esperam lágrimas, mas estas correm.


Não se esperam grandes esperanças, mas sim fé."


De mim pouco sei.


Sei o que está escrito no B.I.


Sei que sou apaixonada pelos sentimentos.


Sei que tenho a grande mania, que tudo deve ser feito como quero.


Sei tentar uma outra vez.


Mas também sei começar do zero.


Sei que a minha paixão é o silêncio e o tocar de uma viola ou piano.


Sinto-me nostálgica no Inverno.


Tenho sempre as mãos frias à espera de um quente abraço.


Adoro a noite iluminada pelas estrelas e enfeites de Natal.


Nunca fui algo certo. Nunca me defini. Sei que existo e isso faz-me feliz.

Gosta tanto dela, no fundo...

À medida que me deixo absorver pelas notas suaves da música vou pensando...

Tenho saudades.
Não nego que as tenho, sempre as tive, mesmo quando tentei não ter.
Mas qual é o teu truque?
Que magia tens tu que passeias entre cada gesto meu!

Os meus pensamentos sobre ti voltam à minha mente.
E voltas a fugir, como um floco de neve ao sabor do vento.

À medida que a melodia se torna mais grave, a minha pele arrepia-se...
Tenho saudades.
Aqueles teus olhos tão lindos, tão únicos, tão intensos, deixam-me sem defesas.
Sinto-me tão frágil e só penso na tua luz, na tua sombra.
Essa magia deixa-me sem sono à noite, olhando as estrelas e a Lua lá fora.

A tua imagem lembra-me dos poucos momentos em que a posso reter só para mim.
E voltas a escapar, como uma gota de chuva infiltrando-se no solo.

A sinfonia vai-se tornando cada vez mais aguda e, assim, vou despertando os meus sentidos...
Tenho saudades.
Enquanto olho pela janela, escuto o silêncio, falo silenciosamente e penso para mim, lembro-me do meu passado, questiono o meu presente e planeio o futuro.
Faço de conta!

Não posso mais, quero a tua companhia!
Não posso viver sem ela, nem que seja por um segundo!
Não posso pensar sequer em perder-te!
Porque sinto este aperto quando te vais embora?
Porque te quero abraçar e pedir que fiques?
Porque te quero só para mim e detesto partilhar-te?
Mas gosto de sentir-me assim, apesar de doer tanto...

Deito-me na cama, permaneço assim durante horas.
Lágrimas incontáveis vão correndo pela minha face até ser dia.
Os primerios raios de Sol entram pela janela e os meus olhos ressentem-se.
O sorriso aparece!
Vais correr para mim hoje, mais uma vez, com aquela tua maneira eufórica e dizer-me Olá!
E, assim, recebo a minha dádiva diária: o teu sorriso, a tua atenção, o teu amor!

A música que me acompanhou terminou.
Ao contrário dela, tu nunca terminas.
Começas, mais e mais a cada momento...
Em mim...

Porque Amor com Amor se paga, cá estou eu!
Porque me dás tanto, de mim receberás ainda mais!
Porque és um milagre na minha vida, porque gostas de mim!
Porque simplesmente és tu e é assim que eu gosto que sejas...
É assim que tu és tu e és algo único com a tua magia...
É assim que te amo...

sábado, 1 de dezembro de 2007

Adeus


Esperei em segredo por ti, mesmo não sabendo que o que me faltava era a tua peça.
Aguardei que visses a minha magia.
Acreditei que podia recomeçar.
A verdade é que nunca te amei como te amei no final desta loucura insana.
Confiei que pelo menos podia voltar a ser uma rapariga normal aos teus olhos.
Cansei-me de fraquejar.
Cansei-me de sentir que não me queres por perto.
Cansei de sentir o teu silêncio.
Cansei de sentir que existo para ti como mero sacrifício.
Desisti.
Agora és uma simples peça, igual a tantas outras que não me pertence.

Decidi voltar para casa.
Acendi uma lareira e apaguei as recordações.

Agora sou só eu.
Mais ninguém.
A casa está fria.
A casa está pronta para outra.
A casa não vai ter mais inundações nem derrocadas.
A casa estará de pé.
Mas não para te receber.
A chave que tu tens, já não abre nenhuma porta.

Agora sou só eu.

Porque eu preciso de um final feliz.

Porque eu preciso do meu conto de fadas.

Adeus.