quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Lua tu...

Lua, já viste tanto do que ando por aí a fazer.
Mesmo quando o céu é apenas das estrelas, sei que me olhas lá de cima.
Estás comigo e com a minha melodia enquanto caminho só pelas ruas da cidade à noite.
Tal como tu caminho sozinha esta estrada de obstáculos.
Tanto nos escondemos, como mostramos um pouco de nós, como, por vezes, nos mostramos por inteiro.
Mas ninguém chega a ver a nossa face oculta, por mais que tentem.
Essa vai sendo revelada, ao longo do tempo, pouco a pouco, descoberta a descoberta...


Lua, és laranja, roxa, azul, vermelha...
És tal como te vejo, quando te olho.
Rodeada de estrelas, protegida pela Terra, pelo Sol, pelos outros planetas e pelas outras luas.
Não estás realmente só.
Eu também não estou realmente só.



Caminhemos juntas.
Olha por mim aí de cima e não me deixes faltar a razão quando ela deve estar presente.
Observa-me das alturas e não me deixes faltar o coração para quem o merece.
Compreende-me quando erro, me deixo ir e acabo por me trair.
Brilha por mi quando triunfo, me deixo ir e acabo por me honrar.
Aprendamos juntas, amemos juntas, soframos juntas, choramos juntas, cantemos juntas e espalhemos a nossa melodia em todo o sistema solar.
Caminhemos juntas...

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