terça-feira, 11 de dezembro de 2007

O amor...

Iam os dois sozinhos.
Ela não falava e o coração dele batia como um tambor.
Estava inseguro com o seu silêncio.
Enquanto caminhavam ele ia arquitectando o próximo passo.
No entanto, era-lhe impossivel prever o que quer que fosse.
Ela era a sua incógnita, imprevisível e misteriosa.
Era assim que a queria, mas tal espirito deixava-o atormentado.
Todavia, enquanto a Lua se ia escondendo por detrás das núvens, ele ganhou coragem.
Parou.
Ela continuou a andar até se dar conta de que ele ficara para trás.
Ela voltou-se e olhou-o nos olhos, profundamente.
Ele admirou-a no seu todo, iluminada pela luz das estrelas.
Avançou.
À medida que os seus passos o levavam mais perto dela, ele tremia por dentro.
Atirou toda essa insegurança para trás das costas e envolveu-a.
Ternamente, aconchegou-a nos seus braços e deu-lhe um beijo na face.
Ela não se moveu, nem expressou qualquer reacção.
Apenas se deixou ficar ali, silenciosa e imóvel.
Ele não precisava de palavras para saber que ela percebera.
Ela não precisava de mais gestos para ouvir os seus pensamentos.

Ambos sentiam-no.
Nenhum o previra.
Ambos se surpreenderam.
Nenhum o pensara.
Ambos o queriam.
Nenhum o negava.
Ambos o guardavam...

O amor...

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