Por vezes, para esconder as lágrimas e os olhos brilhantes faço as minhas palhaçadas.
Inconstante por natureza, sempre com opiniões contrárias. Sou assim totalmente diferente dos outros.
Não gosto de me dar a conhecer. Não gosto de mudanças nem de decisões.
Não tenho jeito para decidir.
E isso, nota-se na minha vida.
Todos temos as nossas dúvidas sobre os próximos passos da nossa vida.
Eu erro em alguns o que é normal.
Mas não consigo desfaze-los.
Todos nós não sabemos o momento em que estamos prontos para voar.
Mas sentimos quando esse momento está próximo.
Escrevo pela calada da noite. Batendo nas teclas de modo silencioso.
Conto que o meu dia foi cheio. Desde o acordar assombrado pelos fantasmas do meu sonho.
Não gosto de encarar o sol demanhã. Gosto de afogar as mágoas com o livro de português.
Os pesadelos voltam e os meus olhos brilham.
Tu percebes mas não falas. Já sabes que não responderei e abraças-me com o silêncio que me enxuga as lágrimas.
No final do dia eu sou vulnerável. No final do dia, eu preciso de desabafar.
Conto-te que nunca fui destemida no amor.
No final do dia eu escrevo através de lágrimas que caiem no teclado.
Um dia eu voltarei a ser, quem sou, sem medo de errar novamente.
No final do dia, eu espero poder escrever sem ser julgada se a conjunção que escolhi foi a correcta.
No final do dia eu só quero ser aquela pedra lisa e espalmada que faz peixinhos na àgua.
Por vezes, temos de nos aguentar com todas as forças.
Com toda a fé.
No final eu só quero ser anónima e poder voar, sem rumo sem destino.
Gosto de pensar que os meus dois portos de abrigo, me aconchegam e com o balanço do mar, me fazem sonhar.
O Vinte E Três
Há 15 anos
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