segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Arte fascinante

Ela chegou. O casaco estava frio. A cadeira era macia. O gira-discos tocava... A melodia era envolvente, arrepiante e...

A sensação final era chocante!

O frio iminente...

As mil ideias varriam a sala...

O vazio tornara-se algo.

Como podemos sofrer com imagens, sons e palavras?

Que tipos de reacções diferentes podemos obter?

As mil soluções juntavam-se num bailado.

A música não parava de tocar. Os personagens não paravam de agir. O filme voltava a rodar vezes sem conta. O final surgia em letras grandes.

Por vezes sinto que afinal não vivemos. Apenas se sucedem uma data de acontecimentos numerados.

A fascinação por algo tão belo e artístico chocava. Nesse momento, não era ela, nem nada que se possa aproximar dela.

Apenas uma pelicula girava... Em que os promenores são fantásticos, deliciosos...

Não havia espaço para lágrimas, apenas fascínio...

Não que seja fria, mas uma vontade nova se alevanta.

O tempo é efémero. O tempo corre e a ampulheta está quase cheia. 

Volta. Volta. Volta para mim...

Falsas suspeitas. Mentiras.

Uma mentira pode ganhar a guerra...

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