Fecho a porta. Mas é preciso fazer força nesta para que não se abra. Ora o cançaso ora o desânimo fazem com que as minhas forças se vão abaixo. Se tudo num momento se encontra sólido, noutros porém, parece preso por clipes. Continuo com todas as forças que me restam a fazer força na porta para que não se mostre nem um feixo de luz.
Desistir não está nos nossos dicionários, planos, livros e canetas.
Mesmo que lutemos contra nós até os extremos. Serei doida? Não apenas faço o melhor para mim, evoluo, caminho, corro e não deixo que o outro mundo nem o meu se misturem.
A verdade é que tenho saudades do teu toque nos meus cabelos e corpo. Os teus super beijos. As minhas gargalhadas sonoras. Aquele sorriso estúpido.
Por baixo desta luta só quero que o tempo ande para trás. Impossível, ninguém pode mexer no tempo. Se tu soubesses o quanto gostava de o fazer, até ficavas assustado. E no meu livro ninguém escreveu que um dia o saberás. Nem no olhar, no sorriso, no falar fingido, tu poderás ter a noção desta grande guerra. Nunca to contarei, nunca te contaram. A minha vida é segredo do qual não abdico, assim tento mante-la diferente, mesmo que seja mais dificil. Nunca saberás que o que afinal te contei nunca foi verdade. Nunca saberás que quando queria um não, queria um sim. Engano-te, engano-me, talvez porque não gosto de começar mas, apenas terminar e colocar o ponto final na questão.
Apenas tenho medo que com tanta determinação perca a minha personalidade. Nunca serei fria e escura? Já o serei?
Deixo este sol radioso e magestoso entrar na minha vida, há por aí tantas portas para abrir.
Neste momento só me preocupo com aguentar-me contra a corrente.
Falta pouco.
É a Hora!
Um dia terei liberdade para respirar o ar puro e partir à partilha da minha personalidade, sem moldes nem determinações excessivas.
O Vinte E Três
Há 15 anos
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