quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Another day

Sentei-me. A sala estava fria. De repende, como se fosse magia, um personagem apareceu num cantinho. Terrível. As palavras, essas, sentia-as como se fosse eu que as falasse. Mais uma vez, olhei em suslaio para demonstrar a minha humilde fraqueza, para não a derramar...
A minha pessoa tentou pensar outra vez. Não, aquelas palavras, encaixavam em mim, mas não naquela pessoa!
Não!
Tu não as mereces. Não és tu. Não és tu que me completas. Não, não.
E nestes momentos em que nada mais posso imaginar, sentir, apenas fujo como se não as quisesse sentir.
Fora com isto.
Arranquem-mo.
Deixem-me.
Que ele morra na fogueira.
Basta de cansaço e de derrotas.
Exausta de te odiar.
Exausta de procurar mil maneiras de te atirar aos lobos.
Rua daqui!
Tu não me tratas. Sou a poeira que te incomóda.
Limpa-me com um simples pano do pó e sacode-me lá para fora.
Deixa-me voar.
Deixa-me correr.
Deixa-me fugir entre os teus dedos.
Deixa-me respirar.
Apenas...
Deixa-me.
A pequena Maria fraquejou... A febre estava elevada. Sentia-se um cheiro de morte.
Ela confiava em Deus.
Que Deus a poderia fazer sofrer?
Ela confiou e espera pela subida.
Respirou mais uma vez...
Porque respirarmos mais uma vez é uma dádiva.

Sem comentários: