segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O natal

Confesso que não sou fanática pelo natal.

A árvore de natal, vai-se fazendo. Não há data para que esta seja feita. Nem tempo. Não começo a escolher os presentes de natal. O natal não é preparado, é como alguma coisa que vai vindo e à última é que se compram os ingredientes e presentes.

Quando era pequenina gostava da época natalícia pelos presentes, pelas listas de presentes que nos incutiam na escola.




Hoje o natal cheira-me à minha aldeia.
Cheira-me às iguarias que as tias confeccionam.
Sente-se pelo frio.
Sente-se pela neve na nossa janela.
Sente-se pela pronuncia tão típica.

O natal é sinónimo de minha aldeia.

O natal acontece lá. O natal mora lá. O natal é o convívio da minha família, é as grandes reuniões familiares.
As cantorias que se fazem desde o mais pequeno ao mais velhinho.
Recebem-se prendas e estas têm outro significado.

Sentados à lareira até tarde a ouvir às estórias que outros tempos nos têm para contar. Toda aquela fantasia e diversão.

Feliz Natal, porque este é sempre que eu regresso à minha aldeia.
Eu estou lá sempre.
Sonhando.
Magicando.

1 comentário:

Anónimo disse...

As influências de Alberto Caeiro são cada vez mais notáveis...
Fernando Pessoa devia ter-te conhecido =P