Sento-me num seco, verde e gasto banco de jardim. Imagino o mar azul e por momentos, consigo vislumbrar uma onda que muito suavemente beija a areia. Sou eu e tu, mar.
«O mar enrola na areia, ninguém sabe o que ele diz.»
O fasto azul beija-me os pés. Acaricia-os com o que melhor tem o mundo, as riquezas do senhor azul.
Sussurras ao mundo para que a nuvem pare de tapar o meu sol.
Dizes-me que ninguém pode deter o amor. Acrescentas que é o amor que faz mover a grande esfera, o mundo. E voltas a dizer que os Homens são como as estrelas.
«Eles só brilham quando reconheces os seus próprios erros. Eles só brilham quando vês, que os seus defeitos são mais maravilhosos que as próprias qualidades."
«E mas se eu não quiser olhar o céu?»
«Podes nunca olhar o céu, mas ele estará lá sempre. Não aproveitas a vida se não o vires. O céu é um reinado em que ninguém se importa com a intensidade do brilho, mas sim com a existência deste. Brilhar é alumiar o caminho. Brilhar é sonhar.»
«E se eu não puder ver?»
«Então aí usa o coração e imagina.»
O Vinte E Três
Há 15 anos
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