segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

My favourite mistake


Quando os problemas se acumulam não há nada como andar até cansar as pernas e a cabeça. Uma vez, que quando estamos exaustos deixamos de pensar como pessoas crescidas. Simplesmente vemos as coisas simples, sem números, sem incógnitas e sem perguntas.


As crianças insistem. Elas ouvem a mesma história vezes sem conta. Os pequenos perguntam sempre o que não compreendem.

E o mais importante é que estas são frontais, ingénuas e conquistadoras.


Desde pequena que corto tudo a eito, como se duma erva daninha se tratasse. Nunca cheguei a um ponto em que não soubesse o que fazer. Não conheço a palavra derrota. E pior ainda, nunca ouvi a palavra mais cinzenta e escura: desistir.

Por isto, não estou habituada a deixar de lado as coisas. Gosto de as terminar mesmo que o faça mal. Não deixo nada pendente e arrumo cada coisa na sua caixa. Poucas vezes, ouvi a palavra não, mas quando a ouvia sabia o porquê.


E agora...


Crio problemas. E quando corto a erva, não possuo nem tesoura, nem faca, nem moto-serra. Nenhum objecto me faz cortar este mal. E canso-me de esperar pelo sujeito cortante. Desespero quando a palavra desistir me pisca à frente. Não gosto de chegar ao fim de uma viagem. Quero sempre mais...


Desistir...


O certo é que não posso fazer com que uma pessoa leia o livro se ela não gosta da capa. A única alternativa... é falar-lhe do livro tal como eu o sinto, tal como eu viajo...


Por isso, ponho os óculos da fantasia e sem problemas e cálculos exponho o meu livro, como se fosse uma apresentação oral para uma disciplina. E se o público que estiver a minha frente não me agradar, eu imagino-me no meu lugar preferido. E se a voz me falhar? Digo tudo numa linha, sem metáforas num discurso objectivo.


Tu és o meu erro preferido... És a minha erva daninha. És o açucar que corre nas minhas veias...

E odiar-te tem sido das coisas mais exaustas... I'm not ready.


Crescer não é o meu passatempo preferido.

Perder não está nos planos.

Mesmo assim, o tempo voa...

As pessoas habituam-se, acredito que sim.


E nada mais resta que apontamentos sobre classes de palavras, poemas e sujeitos líricos.


Como uma criança... que erra.

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