quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Se eu pudesse...


Corro todos campos a perguntar se tal é verdade.

"Ele não quis ficar com ela..."- bichanavam as flores.


A verdade nua e crua.

A verdade que eu procurava.

A verdade de que eu tinha medo.


Como uma recaída num paciente que se tenta limpar das drogas.

Como um vício incontrolável.


Isto é o que acontece quando pensamos que podemos ceder num minuto.

O que acontece quando fazemos castelos no ar.

Chama-se de desilusão.


Como eu gostava de ser como ela,

Não ter asas e puder voar,

Ser bem sucedida,

Forte,

Crescida.


Esta era a mensagem: "Aguardar que a tempestade passe, ser paciente, nunca usar a impulsividade."


Acabaram-se as máscaras. Ganhou-se força, determinação e coragem.


Como eu gostava de ser como tu!

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