A brisa leve vai correndo pelas minhas roupas a dentro, enquanto me dirijo para o recanto onde tudo acontece...
Arrepios de prazer vou sentindo à medida que a brisa se torna mais envolvente, por vezes...
Mas é esta noite de Verão, tão bela, que me deixa mais fascinado.
E cá estou eu a aproveita-la, como se fosse a última...
Ao meu lado segue a minha companheira, que transporto com todas as forças do meu ser e Alma...
A noite é nossa, só nossa!
Afina a tua voz, querida, temos muito que dizer esta noite...
Mas não vamos estar completamente sós...
Ohoh, lamento imenso, mas o novo vizinho tem que se aguentar, caso não goste de nos ouvir!
Porque veio alguém morar para perto do nosso arvoredo?
Quem me dera ter vindo morar para esta casa, antes.
Este é, sem duvida, o sitio mais isolado de todo o quarteirão...
Era optimo para mim!
Mas há três anos que me contento com umas ruas mais acima.
Chegámos, querida.
A clareira, a mesma clareira que há uns dias, cá está, inalterada, só para nós...
Sento-me à sombra de uma enorme árvore, escondo-me da luz do luar.
Fecho os olhos despreocupados e deixo a Alma fluir através do meu toque...
E da tua voz...
E toco-te noite dentro.
Não quero saber do resto do mundo,
Esse que acabe!
Chega para mim ter-te aqui.
Só assim a minha Alma se torna som,
Enquanto cantas, querida, enquanto cantas...
Toda a noite, amamo-nos.
Quando chegar a hora de ir, iremos.
Por agora, deixa-me ser as Notas que cantas...
John Black
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