quarta-feira, 14 de maio de 2008


Como todas as histórias, a vida tem de prosseguir e Sol voltara a casa para retomar o estudo, lavar a roupa suja, passar a ferro depois desta anterior ter secado, tratar da sua higiene diária e arrumar as roupas por cor e por fim, lavar todas as canecas de café que sujara enquanto realizava maratonas de estudo na sua varanda.


Depois de semi-organizada uma vida, porque uma vida nunca tem organização, decidiu descer ao café da esquina e comprar pão quente e outros mantimentos. Quando toda a sua existência parecia estar coordenada e em ordem...


-Podemos conversar? - disse José.


-Claro. - sorriu-lhe Sol.


Sentaram-se numa mesinha do singelo café e tomando uma água e um café...


-Decidi levar-te comigo neste fim-de-semana grande à aldeia da tua...


-Avó.


-Isso...


-Oh, José. Eu quero ficar por cá, o namorado da Sírio está muito doente. Ainda agora consegui voltar a organizar o meu tempo e casa para o estudo.


- Não sabia que o Santiago estava doente... Podias me ter dito alguma coisa e eu estava lá. Afinal, há dias que não me contactas, desde a pintura da tua casa... Não percebo como te distancias! Não percebo como não organizas a tua vida para mim... Como fazes com a disciplina de Anatomia.


- Eu não estou pronta para me relacionar. Eu sou assim: assustadora e magoada. Eu não faço amigos facilmente... Eu não me dou... Eu não estou pronta. O meu ambiente familiar não foi o melhor. A minha avó morreu. O rapaz de quem eu sempre gostei...



Porque há pessoas que não gostam de saltos grandes, porque as pernas delas não o permitem.

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