"Abriu o encadernado e cheiroso livro... Contou uma história... Aprendeu que os Reis, rainhas e o povo não nascem já homens, estes também erram. Mas todos os erros trazem na sua cauda aprendizagens. Errar é viver... Errei para mais tarde, perceber que o teu amor nunca foi amor... E não me venham com tretas! Não se ama alguém desta maneira! E um dia... tu vais sentir aquilo que te falo, todas estas palavras que um dia escrevi imaginando-te. Um dia vais amar, não hoje, talvez amanhã. E assim, nunca mais te amarei, nunca mais te desejarei, nunca mais terei fantasias... Adeus, e não te desejo boa sorte!"
Inspirado em Grey's Anatomy
Sol deixara que o vazio a invadisse; sentia-se longe de todas as pessoas; deixara de ter vontade de escrever e até de voltar a sorrir. Talvez um dia volte a escrever contos infantis.
Recebeu a mensagem e dirigiu-se para o hospital.
Naquele momento sabia que teria de deixar toda a tristeza no lado da porta daquele edificio. Entrou e o ar cheio de tensão, de fé e de esperança beijou todo aquele corpo inerte.
Ao longe avistou Sírio, tinha saudades é certo mas nada lhe despertara os sentidos, aproximou-se e avistou uns tristes olhos verdes. Abraçaram-se como se sentissem que o fim estava próximo, sentiram o cheiro da separação e o arrepio de que mais um ciclo teria chegado ao fim.
Juntas aguardaram, de mãos dadas, por uma boa nova, por um novo ciclo, por uma chama.
O tempo estava a escassear... Olharam para trás e para se animarem... recordaram o momento em que se conheceram. Os corações destas estavam novamente esperançados.
A esperança e a fé está em cada um de nós, basta saber procurar lá no fundo. E toda aquela confiança nas nossas capacidades emerge. E por momentos, o mundo parece sorrir-nos. Acreditamos nos sentimentos e na verdade. Nem sempre é assim...
Um final, aproxima-se....
Sem comentários:
Enviar um comentário