Acompanhantes de Santiago...?
Eu!
Por favor, siga-me.
Os corredores, brancos, como que uma paz aparente, inundavam o olhar de Sírio enquanto esta seguia o médico pelo meio dos doentes acamados nos corredores.
Entre, por favor.
O gabinete era acolhedor, mas emanava dele um cheiro a álcool étílico e éter que lhe dava uma sensação de pânico.
Bom, o seu...
Companheiro.
Exacto, não sei se o paciente já lhe tinha contado alguma vez mas...
Mas o quê?
Acalme-se.
Não consigo!
Eu entendo. Bem, já não é a primeira vez que o Santiago aparece de urgência na minha Ala.
O quê? Mas então que...
Ele tem um problema grave com o qual tem que viver, pois não há forma de cura sem envolver um risco.
E tudo o que o médico disse a partir dali Sírio não escutou mais. Ela apenas pensava naquele passeio à beira-rio com James. Como pode não ter notado algo nele de errado? Clafro está que ele não lhe iria destruir a felicidade com o seu problema, qualquer que ele fosse. No entanto, tinha o direito de saber o que o amor da sua Alma tinha de tão...incurável.
Não sei o seu nome...
Chame-me Sírio, por favor.
Bem, com certeza.
O coração parou.
Sírio, o Santiago tem um aneurisma grave na artéria Aorta.
Os olhos fixaram-se nos azuis do médico, que lhe lembravam vagamente dos de Santiago.
Doutor...
O perito olhou-a profundamente nos olhos vagos e visualizou mentalmente o rumo da história da jovem mulher na sua frente.
Se o coração de James por mim não deve pulsar, que seja este o meu fim!
Sol esperava Sírio no lado de fora, mas tinha ouvido o seu grito bestial e esperava-a para a poder embalar no seu abraço caloroso.
Quando Sírio chocou com os braços da amiga, neles derramou lágrimas reprimidas de muitos anos, tristezas e alegrias breves, um circulo que quase estava completo.
Sol...
Minha amiga, não sei o que sentir, nem dizer, nem...
I've come full circle!
E Sírio deixou-se embalar pelo desespero e entregou-se à loucura.
O Vinte E Três
Há 15 anos
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