Puxou pelas pontas do laçarote e retirou a caixa.
Lá dentro estava um brinquedo de criança... Um brinquedo que já tinha sido seu.
Mas quem poderia ter mandado tal coisa?
Sol só pensava que poderia ser bruxaria.
A prenda tinha um cartão, que dizia:
"Lembras-te de brincar com ele? Naquela altura em que os teus cabelos doirados cheiravam a lavanda... No tempo em que dizias que gostavas mais de mim do que os animais!
Um beijo, José."
Ela ria-se e sozinha na sala deixava corar as suas jovens e doces faces.
Ele estava de volta!
O rapaz da aldeia que brincava com ela não se esqueceu do aroma dos seus cabelos nem das coisas que ela falava em pequena.
De repente, Sol ficou com o semblante mais carregado, pois não sabia o que viria a seguir.
Tentou ligar para casa de Sírio, mas esta já tinha saído.
Na verdade, a amiga tinha decidido ir tomar um café e ir ler um livro na pastelaria, situada no rés-do-chão do seu prédio.
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