domingo, 13 de abril de 2008

Uma caixa (modificado)

Tinham tocado à campainha e Sol, descalça e com o cabelo apanhado, fora abrir a porta. O carteiro trazia uma caixa com um laçarote. Sol pensava no que seria aquilo: um presente, uma bomba, uma partida de mau gosto?



Puxou pelas pontas do laçarote e retirou a caixa.

Lá dentro estava um brinquedo de criança... Um brinquedo que já tinha sido seu.

Mas quem poderia ter mandado tal coisa?

Sol só pensava que poderia ser bruxaria.

A prenda tinha um cartão, que dizia:

"Lembras-te de brincar com ele? Naquela altura em que os teus cabelos doirados cheiravam a lavanda... No tempo em que dizias que gostavas mais de mim do que os animais!

Um beijo, José."

Ela ria-se e sozinha na sala deixava corar as suas jovens e doces faces.

Ele estava de volta!

O rapaz da aldeia que brincava com ela não se esqueceu do aroma dos seus cabelos nem das coisas que ela falava em pequena.

De repente, Sol ficou com o semblante mais carregado, pois não sabia o que viria a seguir.

Tentou ligar para casa de Sírio, mas esta já tinha saído.

Na verdade, a amiga tinha decidido ir tomar um café e ir ler um livro na pastelaria, situada no rés-do-chão do seu prédio.

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