segunda-feira, 28 de abril de 2008

Quem?

Soava a...nem sei bem, Sol! Mas só sei dizer que foi, credo, lindo, demais, divino!!!

Bem, as minhas paredes ficaram modos que estranhas, hihi! Acho que o José tem mais jeito para a natureza e...

P'rá horta!!

Parva! Eu dou-te a horta!

Dá, agricultora!!!!

E riam sem parar, enquanto a carruagem se movia ao ritmo do resto do comboio e os primeiros raios de sol da manhã entravam pela janela.



Ai, deixa-me respirar...

Huuu, pensei que só o teu James te deixava sem ar!

Podes crer que deixa sem ar, sem tudo!

O quê!?

Aii! Calma, expliquei-me mal, ahah!

Pois pois! 'Tás é mortinha para lhe saltar em cima, maluca!

Eu? Nah...Talvez...SIM! Ele é tão...

Tão?...

Lindo...

E a última palavra fora proferida com tal carinho e paixão que nenhuma das duas teve a coragem de quebrar o silêncio que se seguiu a ela.

Sol, eu amo-o.

Sol virou a sua face e ficou iluminada pelo sol. Sorriu e não disse mais nada, pois sabia que a única pessoa que quebra os silêncios de Sirio era ela própria.

Amiga, eu sinto que posso mover o mundo com ele a meu lado! Ele tranbsmite-me uma segurança inabalável! Nunca me senti assim e sempre fui muito segura na vida. Mas ele é tão...é indefinível, sinceramente. Só aquele olhar azul, aqueles cabelos loucos, os traços perfeitos, os braços fortes, o porta atlético, a cultura que ele tem!...E a arte que dele emana, que aura, que Alma. Ele é o homem mais belo que já vi, que já ouvi...

Ao ouvir aquelas palavras, Sol sentiu-se pequena e carente. Tão carente que, de repente, desejou que José aparecesse ali e a levasse a voar acima das nuvens.


Mal poço esperar para o ver de novo. Cada dia que passa é um milagre, sabes? Ele ama-me! O homem com quem sempre sonhei ama-me! Eu nunca namorei, Sol, acreditas? Tenho 22 anos, estou no primeiro ano de mestrado e nunca tive uma relação. Ok, já me apaixonei e já houveram apaixonados por mim, mas poucos, muito poucos até, e nunca nenhum deles era quem eu sempre quis. Até que...Santiago! Já não me imagino a viver o meu dia-a-dia sem ele, sem as melodias dele, sem a sua voz melódica, sem o seu perfume encantado, os seus braços fortes à volta da minha cintura protegendo-me dos males do mundo!

Sirio deu-se conta de que a amiga não a olhava com o seu habitual olhar doce e pacífico, mas antes dava a sua atenção às casas que se moviam lá fora. Decidiu remeter para o seu silêncio, apesar de interiormente gritar por um único nome. Ela sabia que Sol a ouvia, mas estava, ao mesmo tempo, distante.

Será que estou a pensar demasiado em mim, apenas? Mas estou tão feliz que nem consigo pensar nos outros. Pela primeira vez na vida sei o que é ser egoísta e pensar só na minha felicidade. Mas estou a ser injusta com ela. - pensou Sírio para si própria.

Reparando que a amiga dera conta da sua apatia, resolveu sorris-lhe. E encerrou a conversa por ali. Era altura de Sírio sair na sua paragem e ir abraçar os seus estudos e o seu amado que, com certeza, a esperava às portas da Universidade.

Até logo Sol...

Até logo Sírio...

Quem era José para ela, afinal?

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