sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Foste, mas eu fui sorrindo...

Foste para longe...
Estás longe de mim neste momento e apenas tive oportunidade de te dar um beijo de despedida na face...
Presenteaste-me com mais uns metros de companhia quando eu tivera virado as costas, depois da hora do adeus...
Sorri, sorri fisicamente e mentalmente...
Mas não articulei nenhuma palavra esperando que me perguntasses novamente como vou indo, para onde vou, que vou fazer...
E, como sempre, a tua magia surpreendeu-me...
Quando esperava que o nosso caminho se mantivesse num silêncio de morte, a tua voz inundou a minha alma, mais uma vez...
De repente, como que por um acesso de consciência, senti-me voar, senti-me acalmar, senti-me maravilhosamente...
Eu sorri, só consegui sorrir...
Se falasse nada diria e apenas perturbaria a perfeição da tua melodia natural, da tua presença subtil, do teu encantamento de charme...

Adeus, volta depressa para mim...
Lembra-te de mim, por favor...
Eu lembro-me de ti a todo o instante...
Para ti canto as notas da minha doce sinfonia da alma...

E segui sozinha o resto do caminho até casa...
Sorrindo...

1 comentário:

Cláudia disse...

Ai ai.
Sorrir quem nem tonta.
A isso chama-se amor.