terça-feira, 18 de março de 2008

Branches

Uuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!




Atirei-me de uma núvem e fui parar em cima de uma árvore!


Enquanto estava a cair, sentia as gotas da chuva ao pé de mim, tentando chegar ao chão antes de mim.


Mas claro, eu fiquei em cima da árvore e disse-lhes Adeus daqui de cima e vi-as esmagarem-se lá no chão.


Coitadinhas...


Felizmente o raio do ramo idiota amparou-me a queda e acabei por não me espatifar no solo!


Lembro-me de vir em queda livre, completamente possuída pela adrenalina, esquecida de quem era e só pensava em entrar pela Terra adentro e desintegrar-me por ali.


Porém, agora que balanço neste raminho, creio que foi melhor assim.


A vista é mesmo bonita, consigo ver as núvens das quais me atirei, mas essas já estão longe.


Mais lá para o horizonte vejo o meu destino.


Preparo-me para descer do ramo, despeço-me da árvore que o meteu no meu caminho e sigo viagem.


Nunca me vou esquecer desse ramo e, quando finalmente chegar àquele horizonte, vou, de lá, dizer Adeus ao ramo e observar as gotas que caírem nele e não no chão.


Obrigada aos ramos que me não amparam as quedas,


Sara.

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