É tarde... Muito tarde, aliás. E eu como sempre já deveria estar a dormir. O problema é que há cá um bichinho em mim que me angustia e me atormenta. Nunca sentiram que depois de algum tempo chegaria o dia em que iram dar provas de alguma coisa em que andaram a treinar arduamente? Não sei... De onde virá esta pressão em mim... Parece que estou prestes a estoirar de melancolismo... Vagueio em mim, por ruas distorcidas, desbotadas, sem movimentos, desertas, silenciosas, vazias, arejada e arenosas. Vejo uns sorrisos lá looonge. E tudo me parece inalcançável, disperso, sem sentido, diria até.
Viajo submersa num líquido, não sou eu...
Sem fé, crenças ou objectivos.
Já pensei que este líquido que me contorna serão as assombrações, inquietudes da vida. Quanto a isso, não possuo um bisturi para que possa cortá-las, não posso fazer o que mais gosto, separar as águas, por o termo a uma situação.
Não gosto de incertezas, de medos e de me deixar levar...
E todos nós somos invadidos pelo passado. E nem todos temos um bisturi nas mãos para o cortar, como se fosse um cordão umbilical. E o que fazemos?
Ora, nunca sei estas respostas... Mas cálculo que o segredo é deixar a velha história em paz, aceitarmos o passado, ou então virarmos uma nova página e por momentos esquecer o que vem no nosso historial médico.
Junte um pouco de farinha pózinhos mágicos e inicie uma nova história.
Por agora, tenha fé em algo, ou em si. E acredite que tem o controlo da situação. E ora... Deite-se que provavelmente... O seu mal será sono.
Estou a um passo de cair no abismo. E estou quase a gritar e a pedir ajuda a ti, ou a alguém que queira iniciar um novo parágrafo.
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