Convidas-me a dançar uma salsa, uma dança latina, que nem sei bem o nome. Mordisco o meu lábio. As tuas mãos percorrem as minhas costas e o teu corpo encostado no meu marca o compasso. Direitas, esquerdas...
Danças comigo sem nunca me largares.
Os teus olhos não se desviam dos meus, e o que faço? Renuncio-te, dou uma volta e como uma mulher latina demonstro-te as habilidades que as minhas ancas te proporcionam. Nunca me viste louca, eu sei, aliás poucos são os que já conviveram com a Primavera picante. A tua pele morena morre na minha vermelha e carnuda boca.
Nunca te esqueças do meu nome, nem número de telefone e memoriza todos os meus diferentes sorrisos. Afinal, fervilhas na minha pele, nos meus poros, no meu olhar.
És o raio de luz que brilha nos meus cabelos. E porque me rio quando estou pensativa? Porque me estás na cabeça, na dança, no corpo. E porque a Primavera está treslocada, trocada e com o ritmo bem alto como se fosse um professor em manifestação, como se fosse uma louca pela natureza que brilha na pele de uma jovem que sonha dançar ballet.
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