Corri e enquanto saías gritei do fundo do meu pobre e arrebentado músculo vermelho o teu nome.
Sorri-te e tu sorriste-me, estavas feliz e correste para mim...
O que posso fazer se não sais de mim? Já tentei lavar a minha pele com todas as drogas possíveis para que te fosses.
E agora? Deveria ficar preocupada?
Já nada me interessa. Tenho uma bicicleta e agora quem manda sou eu. Quero a natureza, o sol! A minha liberdade!
Nunca te sentiste, por um dia, feliz? Nunca sentiste que podias fazer tudo?
Pincelas a minha folha de papel, com palavras, gestos e no fundo...
Estou feliz, e agora venha quem vier ninguém me roubará de mim...
Será que a minha recompensa chegou? Será?
Já oiço a buzina da minha bicicleta e quem quiser poderá vir. Afinal, é só fechar os olhos e no imaginário, saímos desta velha cidade e encontramos um campo de trigo.
Pedala comigo... E no final, respira.
A felicidade está aqui, em ti.
O Vinte E Três
Há 15 anos
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