sexta-feira, 28 de março de 2008

Não sei o que é isto, já devia ter juizinho com esta idade

Corri e enquanto saías gritei do fundo do meu pobre e arrebentado músculo vermelho o teu nome.
Sorri-te e tu sorriste-me, estavas feliz e correste para mim...

O que posso fazer se não sais de mim? Já tentei lavar a minha pele com todas as drogas possíveis para que te fosses.

E agora? Deveria ficar preocupada?

Já nada me interessa. Tenho uma bicicleta e agora quem manda sou eu. Quero a natureza, o sol! A minha liberdade!

Nunca te sentiste, por um dia, feliz? Nunca sentiste que podias fazer tudo?

Pincelas a minha folha de papel, com palavras, gestos e no fundo...

Estou feliz, e agora venha quem vier ninguém me roubará de mim...

Será que a minha recompensa chegou? Será?

Já oiço a buzina da minha bicicleta e quem quiser poderá vir. Afinal, é só fechar os olhos e no imaginário, saímos desta velha cidade e encontramos um campo de trigo.

Pedala comigo... E no final, respira.

A felicidade está aqui, em ti.

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